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Mário José Lima; Uni-CV/
Caros Colegas,
Posso imaginar o desalento reinante na comunidade académica da Uni-CV, face àconsumação legal do “Golpe de Estado Académico” por parte do Governo de CaboVerde, pervertendo de forma escandalosa um dos valores essências da Uni-CVconsagrados no artigo 4º dos seus Estatutos – A Autonomia.
Face à gravidade deste acto praticado pelo Governo, torna-se imprescindível querecuperemos as forças e retomemos a luta com maior intensidade e entusiasmo,não ignorando, porém, que em qualquer processo de luta existem traições e, porconseguinte traidores, que se manifestam de várias formas, designadamenteatravés da hipocrisia, cinismos e silêncios coniventes.
Das alterações aos Estatutos da Uni-CV feitas através do Decreto-Lei nº24/2011, de 24 de Maio, a mais caricata e perigosa é a que condiciona a eleiçãodo Reitor à existência de 25% de doutores com contrato em regime de tempointegral, pois, corre-se o risco de não haver eleição para a escolha do Reitor,nem dentro de 10 anos. Senão vejamos:
• Segundo o Anuário do Ministério da Educação referente ao ano lectivo2009/2010, dos 263 docentes da Uni-CV apenas 25, isto é, 9,5% possuem grau dedoutor.
• Considerando que a Uni-CV não definiu, até este momento, uma política eestratégia de formação de professores a atendendo, ainda, a que aqueles que poriniciativa própria, pretendem iniciar ou estão a frequentar programas doutoraisem Universidades estrangeiras têm tido muitas restrições por parte daadministração da Uni-CV, é praticamente impossível, neste momento, prever umhorizonte temporal para se atingir a meta de 25% de professores doutorados,tanto mais que, para se obter um grau de doutor, serão necessários, no mínimotrês anos de dedicação exclusiva.
• Por outro lado, o mesmo Decreto-Lei estabelece que os Vice-Reitores e osPró-Reitores são nomeados por despacho do Reitor, de entre personalidades dereconhecido mérito, habilitadas com uma pós graduação a nível mínimo demestrado. No entanto, a estas personalidades está vetada a possibilidade departicipar, com o seu voto, para a escolha do Reitor. Que contradição?
Face a ameaça que paira sobre o futuro da nossa Universidade, é mister que nosmobilizemos todos para uma luta que se prenuncia muito difícil e que poderálevar algum tempo. O mais importante é a justeza das razões que nos movem,sendo certo que para vencermos esta luta teremos de ser pacientes,perseverantes e determinados. A luta continua.
Saudações académicas.
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-- A FREGUESIA EM QUE VIVEMOS PODE SER CADA VEZ MELHOR E DE TODOS Lucílio F. Alves Estudante da Graduação Do Curso de Psicologia na Universidade de Fortaleza – BRASIL Phone: 8591754612 – 8587227278 Emails: djhelenomix@hotmail.com Naturalidade: Cabo Verde, Freguesia de Santa Catarina Ilha do Fogo, Monte Vermelho CHEGOU A HORA! Nada dá mais pra fazer de conta. Afinal, a Santa Catarina em que vivemos foi criada sob o signo da desigualdade. Se quisermos Santa Catarina, futuramente, uma cidade diferente, mais humana e democrática, onde as pessoas sejam ouvidas e atendidas nos direitos mais básicos, temos que agir e lutar pela nossa cidadania. Esse é o ponto de vista que apresento: conquistar e manter os direitos de cada cidadão e de cada cidadã. Saúde, educação, lazer, moradia, saneamento segurança, trabalho; estes são direitos que devem ser garantidos e respeitados. Ser cidadão é usufruir dos benefícios que o município pode oferecer. Mas é também pensar o que podemos fazer pela nossa freguesia, e a partir daí buscar ações concretas para uma Santa Catarina menos desigual, mais desenvolvida e mais humana. A proposta é de um trabalho coletivo, capaz de acolher os anseios dos que desejam construir um município planejado para o futuro e bem cuidado no presente. É à hora de abrir os olhos, fincar os pés no chão e buscar ações concretas, de fazer valer as necessidades da grande maioria através de um projeto de crescimento sustentável, que traga conforto, bem estar e alegria para nossas famílias. Por isso, eu assumo pessoalmente o compromisso a favor da cidadania e de sua gente, atuando em defesa de uma administração participativa. As propostas, potencialmente eficazes para construção duma Santa Catarina melhor, seriam o desenvolvimento de ações que promovem segurança pública e uma cultura de educação e de paz, defender também políticas públicas municipais para mais emprego e renda, lutar pela universalização e integridade da saúde pública de qualidade e da assistência social, defender a escola pública com valorização dos profissionais da educação e estudantes do ensino básico, médio e superior. Fiscalizar os recursos que pertence ao município e combater a imprudência com os mesmos, lutar pela implementação de incentivo ao primeiro emprego, fortalecer políticas públicas para a mulher, o jovem e o idoso, defender um melhor ordenamento das estradas e espaços urbanos para gerar qualidade de vida e, por fim, lutar por ações que promovam o desenvolvimento sustentável de Santa Catarina.
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