| Forum Home > NACIONAL E INTERNACIONAL > POESIA DE AMILCAR CABRAL | ||
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Fazendo da cultura sua arma de combate para esclarecimento da consciencia popular, Amilcar Cabral tao bem emperor a pena como a espingarda da Guerra em momentos decisivos, que se adoptou a realidade de que a Luta e um factor da Cultura.
Foi gracas a esses dois instrumentos primordiais que levantou as bases para o Movimento de Libertacao com que foi coroada a Independencia da Guine e Cabo Verde, cabendo a cada um desses instrumentos - a arma e a pena - os lugares cimeiros e oportunos com que soube dirigir a sua missao como Exemplo de Profeta/Soldado/Poesia. Amilcar Cabral, numa constante unseeded literaria, retrata atraves da sua poesia -cenario as facetas mais essenciais do Drama Afro-Caboverdeano. Que tanto feriu a sua sensibilities estetica dos Dramas Afro-Caboverdeanos-filho do povo, viceralmente Africano, para se demensionar Universinal, sentiu no clamor da carne de estigma dos flagelados que fizeram do Nosso Pais uma razao de consciencia e em pendao insubimisso em busca da Liberace national finalmente obtida!
Segue o teu rumo irmao: Para alem dos montes que sangram Ha palnicies sem fim onde reina a Vida, Da terra redimida Libertada Brota em flores perfumadas O saboroso Pao.
Segue o teu rumo irmao: Para alem de horizontes desbotados Ha horizontes mil plenos de luz - de luz e calor. Os homens redimidos Irmanados Nao vivem ja a vida de inimigos Mas sim em pleno amor.
Segue o teu rumo irmao: Para alem de um Sol ja velho defraudado Ha um puro Sol cruzando os infinitos Vivificando a vida. Sao hinos celestiais os rir dos pequinitos De criancas - criancas Que a dor e a fome e o frio nao maculam Na Estrada matizado de esperancas.
Segue o teu rumo irmao: Para alem dos ventos rudes tempestuous Ha brisas calmas dosces cariciosas E o mar nao causa danos. Nao ha rumos incertos nem horas dolorosas E o homem redimido E piloto conciente na Viragem da Conquistas No sacro-mar - Oceano de Homens mais Humanos.
(Ouve-me a voz irmao: Para alem das palavras de um verso Ha cantos que nao sao poemas ha poemas que sao Vida -e eu nao sei compor!)
Segue o teu rumo irmao: Na luta desigual escreveras o teu Poema E deixaras ao Mundo ao Universo A obra de um Amor.
-Que amanha na planicie conquistada Da terra redimida Libertada Os homens irmanados colherao O saboroso Pao! …
Eu lembro-me ainda dos tempos antigos. Dos tempos sem nome, so teu so teus… Em que eras um homem de poucos amigos Metido contigo, contigo e com Deus… Outro homem es hoje - e outro seras Bem forte na luta, em prol dos humanos Na vida da luta - eu sei - venceras
Num Mundo de todos sem Mal e sem danos …
Para ti, Mae IVA, Eu deixo uma parcela Do meu livro de curso Para ti, que foste a estrela Da minha infancia agreste, P’ra ti, Mae, que me deste A tua alma viva E o teu amor profundo Maior que o proprio Mundo!
Aceita entre tributo, Que tudo quanto eu for, Sera do teu amor
- Tua carne Mae, teu fruto! Sem ti, nao sou ninguem, So sou - porque es Mae!
Luis Romano -Escritor Agosto de 1976 - T.N | |
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