| Forum Home > CURIOSIDADES > VOU P?R-LOS DOIDOS II | ||
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Prezado Compadre
Ao que parece o meu Senhor Compadre, esta tão embalado em insultar as pessoas que desliza no seu raciocinio sem dar contas. Ou é carapuça para o seu dono?!...
Compadre deve ser compadre sempre. A politica que nao e nossa, nunca deve nos descompadrar. O afilhado nos ouve discutir e isso não e bom para ele.
Vejamos!
Ao longo da sua mandar boca, no “VOU pôr-los DOIDOS”, entendi que o “los” se trata dos forenses, de que também faço parte e achei no direito de dar-lhe resposta. Ou seja “Stand up for my self”. Vou deixar as citações de lado e vou me ocupar somente de alguns lápsos de raciocínio que considero de tamanha ignorância, especialmente, na pessoa que “claim” ser um super- intelectual. Só para não dizer o dono de linguas e de conhecimentos. Ou seja, que advinha o pensamento de outros - porque entende e da resposta - mesmo que as palavras estejam ortograficamente erradas e ao invés de português, estejam, ademais, escritas em crioulo. Nem sei se posso chamar a esse paradoxo de prodigio manicomial ou magia sobrenatural. O meu compadre “sabe de onde veio”, mas duvido, sobretudo, se sabe onde ele esta, quem é ele e para onde ele vai. Recorde-se que, há dias, tive a ousadia de perguntar ao Senhor qual a sua mestria académica, pergunta essa, que por sinal, não foi e nunca vai ser respondida, quiça, por vergonha ou arrogância, pois, o meu compadre é o que, sem a margem de dúvidas, falou mais asneiras, que não é bricadeira, nesse forum...
“Desde quando que os agrónomos - referia-se a Amilcar Cabral - são especialistas da humanidade, da história, da filosofia, da política, da cultura, das civilizações?!” Que contradição, meu amigo?! Fiquei sem saber se disse que quem é uma não pode ser outra ou se quem tem uma, não pode ter ou dar outra.
Todavia, sem deixar-nos esquecer, falou de “cicloides ou leptossómicos, epilépticos ou esquizoides”, como se o meu compadre, fosse um mestre psicocritico. Talvés, seja um psiquiatra - só para não dizer que é doutor em tudo. De qualquer modo, meu caro, assumo que, também, me vai chamar de um “burro velho” outra vez, que “não aprendo” mas como admito, também, ser um pouco mais novo de que os meus pais e tantos outros, limito-me a dizer que a qualidade que vi e ouvi de Amilcar Cabral é a de um homem do bem, seja ele Caboverdeano, Guiniênse ou numa palavra, Africano. E se quer saber o que ele foi , é - porque a sua obra está sendo - procure estudar de perto a sua obra, as suas intervenções, juntos dos seus colegas do liceu, passando pelo mato da Guiné-Bissau, até chegar a ONU e ao Pápa, as mais altas instâncias Internacionais, das Nações e da Igreja católica, respectivarnente. Isso já lhe deve bastar. Dou-lhe a razão, sem a minima culpa, se lhe ensinaram e apreendeu que Amilcar Cabral era comunista e por outro lado, terrorista. Mas, como Caboverdeano que diz ser ou/é, tem ou deve ter o dever de tentar - como estudioso, que é ou que diz ter sido - descobrir e saber quem é Amilcar Cabral, respeitar pelo menos um pouquinho daquele que deu a sua vida, para que o Homem Caboverdeano não fosse descriminado e tratado como Português do Ultramar. E aposto que o Senhor, meu caro compadre, esqueceu de muitas coisas que lhe ensinaram na escola e no seu quotidiano juvenil e até de como tratavam o povo Caboverdeano - que diz pertencer - e que seus pais também, foram e faziam parte, mas de como tratavam Cabral, não, desviando a sua atenção, porque isso de nada, politicamente, lhe vai convier. Tem boa memória(!): Pineirente, oportunista…
Que mal há em Comunismo e em ser comunista, meu compadre? Oh, desculpe, esqueci que aprendeu-os quando ainda era novo, nas escolas coloniais portuguesas. Porém, não esqueceu que os colonialistas lhe tratavam de comunista porque queriam tratar os caboverdeanos como escravos, até o fim; seculos, milenios e usar os africanos de “burros” para acarretar água e palha para os seus “cavalos”. Coisas que burgueses ou os chamados pequenos burgueses não viam, tampouco sentiam, porque como “carreteiros”, usufruiam da “decima”…
“Amilcar Cabral é biologicarnente filho de pai Caboverdeano e mãe Guiniênse”. Na sua opinião ele nem é Caboverdeano é nem Guiniênse. O que acontence com filhos que não têm pais e ou País? Destes nem se pode falar nem da biologia, nem da cidadania, tampouco de direitos… Não creio que pais de diferentes Paises, ou de Paises diferentes, sítios, raças e/ou tribos tem a ver com o que uma pessoa quer ser ou é. O Senhor, mesmo, disse na sua carta, “que na vida… há que se assumir”. Cabral assumiu-se ser “um simples Africano que quiz saldar sua vida para com o seu povo e viver sua época”. Cabo Verde pertence a África, como já devia saber. Ou tenho que ser um geografo para saber isso? Talvés, o português dele não é o mesmo de o de Camões. Ou quiçá, porque é engenheiro agronomo, não entende senão da agronomia?
Não pode ser escritor quem não se preocupa em descurtinar a lingua? Ou ele é excecpção à regra quando os “especialistas da neuro-linguistica disseram “que é praticamente impossível encontrar-se um “biligue” puro?! E espero que não esteja de acordo, porque o Senhor, proclama ser um “multi-lingue” e ao que parece, acredita que é sagrado. Amilcar Cabral, meu amigo, não é só heroi do povo guiniênse e do PAIGC, como o Senhor quiz insinuar, mas sim, deste outro povo caboverdeano, que o Senhor não é e jamais vai pertencer.
Corroboro que o Senhor é um crioulo de “gema”, como defendeu e que por sinal “gorou-se”. Pode “pentei” lá onde está, que nem em Cabo Verde, tampouco neste forum precisamos de alguém com postura egocentrista, desrespeitosa, precoce e, sobretudo, mesquinha. Basta de ofencas directas e gratuitas. Basta de denigrir aqueles cujo povo deu, democraticamente, votos de confiança, de representação e de governar Cabo Verde. Ou entâo, continue a “zurrar”, que eu já lhe vou ignorar, permanentemente.
Um conselho amigo e sagrado, meu Senhor. E como padre que me chamou lhe mando um versiculo da Biblia que lhe possa abrir um pouco a sua consciencia: “Tire primeiro o trave do teu olho”...
Um abraco do Compadre amigo.
Por: R. Kardozu | |
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