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Afinal, ainda nao percebi o que significa voto inconsciente. Nao pode haver voto inconsciente numa faculdade mental normal. A expressao ''Voto consciente" nao passa de um dos muitos instrumento de coercao que os "homens de poder" usam para manipular o povo.
O ideal eh chegar ao poder sem grandes custos. Entao, o dominio dos meios de comunicacao, do sistema educativo e de outros factores produz umas contrapartidas consideradas morais, as quais o povo eleitor devera seguir para decidir a sua intencao de voto. A contrapartida financeira eh considerada imoral porque acarreta custos elevados. A isto, eles chamam de COMPRA DE VOTOS. Condenam-a tanto que parece imoral.
Tudo o que favorece o povo eh imoral. Os da esfera do poder podem ser aliciados com cargos e favores, mas nunca sao chamados de VOTOS COMPRADOS. So o povo eh comprado. Nessa moralidade o povo deve votar sem pedir e/ou tomar nada, ele dever crer no politico como homem serio, honesto, capaz e ler os programas de A a Z, e entao escolher o melhor. Se nao comportar assim e pede algo em troca, entao o seu voto eh inconsciente.
Para os politicos, uma mulher solteira e desempregada, com muitos filhos, vivendo numa casa em condicoes indignas, sem pao, sem agua, em condicoes de higiene precarias devera votar no politico "serio", "honesto", "capaz", naquele que lhe apresentar o "melhor programa" porque so assim a sua vida ira melhorar como "melhorou" em todos os lugares onde ha politicos. Se decidir o seu voto em troco das condicoes que lhe aliviam, embora temporariamente, as codicoes de sobrevivencia, ela nao votou em consciencia. Pois, o povo nao tem consciencia, ele deve seguir a consciencia dos que gravitam a volta do poder, so assim a sua vida melhorara- Isto eh o que os politicos querem que o povo acredite.
Tenho manias de achar que o povo sempre tem razao. Tenho manias de achar que quando as instituicoes forjadas em nome do povo comecam a fraquejar na sua relaccao com este, a culpa nunca eh do povo, mas sim dos sinais dos tempos sobre estas instituicoes.
...e nao me chamem de perverso.
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Categories: Artigos, Claudio Fonseca (Khacka)
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