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Cheche ki fra !
Na freguesia de Sta Catarina ou mesmo na ilha do Fogo, esta expressao e bem conhecida e mal intrepetada. Apesar de ser uma expressao que nao conhecia na decada de noventa, ela e muito antiga e tinha uma grande forca de expressao.Trata –se da forca da palavra de um Homem, da confianca, e da honra que eram os valores que que os nossos pais nos incutiam.Quantas vezes ouvia com um certo orgulho, o meu pai a dizer que ele era um homem de Palavra, ou seja aquilo que dizia , fazia. Todos ou quase todos queriam ser homens de Palavra, pois todos gostariam ser reconhecidos como tal, alias era os valores morais que circulavam.
Hoje infelizmente, neste momento nao e o que acontece, mas em geral estamos satisfeitos com o nosso nivel de vida, e nao queremos saber como o atingimos, nem como vamos continuar a subir esse mesmo nivel .
Cheche e um dos ultimos primos que me apresentaram em Cova Figueira, e deve ser o mais famoso homem da freguesia. O seu jeep ostenta um letreiro “Cheche ki fra”, visivel a frente e traseira. Ele e visivelmente um homem simpatico e afavel, pronto para conversar , e principalmente ajudar as pessoas, sem qualquer objectivo primario, mas no decorrer da conversa pode-se perfeitamente denotar as suas intencoes:paicevisar todos os foguenses, talves seja um dos seus grandes desafios. Nestes ultimos dias ja o vi em Cha das Caldeiras varias vezes, pois e um elemento usavel pelos candidatos para influenciar os eleitores. Ele por razoes de divirgencias com aquileu o homem que ele ajudou a subir o poder em Sta Catarina do Fogo, estava nas bandas do candidato Aristides Raimundo Lima. Infelizmente o seu candidato nao passou para a segunda volta, e segundo me convidenciou esta muito triste porque tem que voltar atras e falar aos mesmos eleitores “des-dizer” o que disse, e logo por em causa o seu maior slogan “Cheche ki fra” que tanta satisfacao deu ao seu Partido e a ele proprio. As razoes que levaram o Cheche a “disfra” parece os mesmos de muitos Caboverdianos. O PAIGC/Independencia Nacional/Amilcar Cabral. Para os nossos pais que passaram e viveram na pele o periodo colonial e que ainda hoje influenciam os mais jovens estas ideias continuam inviolaveis. Hoje so resta parte dessas ideias. Amilcar Cabral desapareceu a 20 de Janeiro de 1973 dois anos e meio antes da independencia de Cabo Verde, e as suas ideias manipuladas assaltadas comecaram a dissolver com o Tempo , e o partido que ele fundou - O PAIGC morreu em 1981 seis anos depois da independencia e apartir dai os Camaradas tomaram conta do comboio fazendo e desfazendo da Sociedade e do Estado, a Independencia e mais vista pelos Estrageiros do que pelos cidadaos, porque para alem de sermos todos os dias “rakitidu” na nossa independencia com uma liberalizacao selvagem, privatizacoes,etc, fomos forcados a ser uma colonia desses dirigentes.Suavente trocamos de Dominador. Durante este tempo conseguiram criar as suas raizes em formas de jaac-cv, omcv, milicias populares, comissoes de moradores, associacoes culturais e comunitarias para sustentar os seus militantes e envangelizar os resistentes. Como se diz “ Contra forca , nao ha resistencia. E assim muitos acabaram por cair na estrategia montada.
Hoje o meu primo Cheche, representa o caracter e o trabalho que eles fizeram e fazem em Cabo Verde. Com sacos de drops e bolachas percorre as estradas do concelho e junto das criancas e adultos incautos forma as suas consciencias e grogues para acalentar os que ja perderam esperancas ou tentam dinunciar alguma coisa. Ele e uma vitima como qualquer de nos com o agravante de ainda nao o saber…
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