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A f?ria da Natureza ou a gan?ncia dos Homens - qual a mais perigosa ?

Posted by Francisco Mendes on March 17, 2011 at 1:03 AM

Há menos de uma década, uma grande catástrofe caiu sobre o oceano índico, devastando grandemente países com a Indonésia e a Tailândia, ceifando milhares de vidas -- em efeitos combinados de terramotos e tsunamis numa escala há muito não vista. Algo semelhante, acrescido de uma terceira agravante -- radiação nuclear, vem afectando o Japão -- este pequeno grande país do Oriente -- as terras do sol nascente e de Monte Fuji, habitadas por um Povo corajoso e labutador que, ao longo dos anos construiu um País-modelo para os pequenos Estados – se olharmos apenas pela dimensão territorial. Estima-se que o número de mortos deverá atingir algumas dezenas de milhares, não sabendo por enquanto, qual será a repercussão das radiações emitidas pelas principais centrais nucleares, sitas na zona litoral do país, entretanto gravemente afectadas por essa desastre natural. Já se fala numa nova Chernobyl! Esperemos que não, pois o mundo desenvolveu e o poderio económico e tecnológico global de hoje, está decerto acima do da URSS de então.

O Governo Japonês tem feito esforços, mas na frente de calamidades a esta escala, só a união de forças (talvez) poderá surtir efeitos imediatos. Vários países tem tentado apoiar. Desde os Estados Unidos da América, passando pela China até ao Afeganistão, há já sinais de djuntamon. De Cabo Verde ainda não ouvimos nada, mas acreditamos que embora em periodo de formação de um novo Governo, o arquipélago saberá mostrar a sua solidariedade. Além das sentidas condolências da praxe, devemos todos Cabo-verdianos contribuir para ajudar os Japoneses -- aquele Povo Amigo que sempre nos estendeu a mão e que, hoje está sem água, sem luz e sem pão, a meio de um intenso inverno.

Devemos em momentos destes, mas não apenas, refelectir um pouco -- questionando se o Japão, com as suas robustas infraestruturas, com um eficiente sistema de prevenção e protecção não conseguiu suportar a fúria da natureza, o que seria de nós, filhos de um vulcão ainda activo (?) -- portanto, residentes dentro de uma grande caldeira a lume brando -- no meio do atlântico, se algo parecido nos batesse a porta. Que Deus nos proteja!

Não olividemos nunca, 1951 e/ou 1994, citando apenas datas das erupções mais recentes.

Enquanto isso, ouvimos falar na comunicação social que as forças de Kadhafi está prestes a chegar em Benghazi para travar a grande luta que deverá permitir-lhes controlar o último reduto dos rebeldes, caso a comunidade internacional não intervir.

Da França ouvimos um Sarkozy empenhado em mandar o autor do Livro Verde embora, afirmando que os rebeldes são os legítimos governantes da Libya, ao mesmo tempo que o chefe das armas, o filho mais próximo de Kadhafi, diz que foram eles os grandes financiadores da campanha que permitiu a eleição de Sarkozy -- afinal, em quem acreditar?!? Na força das armas ou no boletim de voto!?! Tenho dúvidas! Porém, não duvido da força do papelzinho verde contendo a cara de Benjamin Franklin. O mesmo que nos permite ter acesso ao ouro negro, que financia a compra dos caças que abre portas aos ataques aéreos, resultando em grandes massacres.

Mais abaixo, la pelas bandas da chamada CEDEAO, a Costa do Marfim, continua mergulhada na incerteza, com os dois ditos presidente-eleito a não se entenderem -- não sabendo a União Africana o que fazer. Será que vamos ter mais mais 30 anos de guerra e de mortes, tal como acontecera em Angola? In God We Trust!

Depois do caos na Tunísia e no Egipto, passando pela Libya, tudo aponta que em Bahrain e Yemen, enfim, um pouco por todo o lado há sinais de instabilidade. Com este clima poderá a economia africana crescer acima de 6% como fez em 2010, apesar da crise financeira mundial ? If not, já sabemos qual será o resultado. Fomes e mortes, resultantes da ganância pelo poder, mas também devido ao aumento do preço dos cereais.

No final, só nos restará contabilizar as destruições e o número de mortos para concluir se é a fúria da Natureza ou a ganância dos Homens a mais perigosa !?!

Categories: Artigos, Francisco Mendes

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3 Comments

Reply Remoaldo Cardoso
03:43 PM on March 17, 2011 
A furia e remota, meu amigo. Mas a ganancia, nasce antes, de um novo ser e pensado. Noutra palavra.O homem esta a pensar um mundo, uma vida que esta na sua ilusao.Somente! Com e sem tregua e sobretudo, sem limite. Com, pessoal e sem, que importa.Como nao ha... que fim nao tem, nao vai ser eu a confirmar isso.Fim vem antes propositadamente, sem avisar e varre a alma. Japao, como nao foi o principio do fim, nao vai ser. pq nao foi, o Fim, do fim. Deixa rastos...

Bom, e que se nao for rapido, ja nao vou ser o testimunho do final. Da coisa que nao vai ser escrito com palavras, em nenhum idioma!

Contudo, dava tudo para ver o juiz. Nao aquele q analiza os acontecimentos. Aquele q diz, JAZ.Com todas as letras, maiusculas. Queria ver tb, a sua cara malefico, assustador, indejavel, para ver o NADA que ele fez. Vou estar aqui por uns dias... De tudo, nem ele vou ver. Um abraco amigo.
Reply Kaka
04:01 AM on March 17, 2011 
Bom regresso, Francisco!
O mundo esta sendo devastado pela furia da natureza e tambem pela ganancia dos homens, especialmente pelos que se intitulam como donos do mundo e civilizadores dos demias; aqueles que se apoderam de conceitos e que se acham com autoridade de definirem o significado do bem e do mal.
Reply Remoaldo Cardoso
01:35 AM on March 17, 2011 
O nosso mundo, acabaram-lhe desde ha muito. Nos, por acreditarmos neles, nem demos a conta. Demasiado tarde. Dizem democracia, a maioria. Qual. A limpa ou a suja. Pq nisso, hoje havemos q estar atentos. No meu havia a passargada e o fechar a boca. E o resto era um pouco mais simples. Escravutizar a ideia. Por fim ouve gente q morreu, mas de velhice. Com dois pes, dois bracos e o caixao, era um poco mais largoem cima q nos pes. E podia-se comprar um lugar p recordar. Nao pense, pq estou muito mais longe disso, q no fundo o resultado e de quem esteja tao perto. Uma excelente "IN GOOD WE TRUST. E democracia com colarinho, q nem sei se e a palavra.