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Por: Fausto Rosario
Entra pela porta envidraçada da minha varanda, uma brisa fresca, quase fria, diria, que me arrepia… Passa da meia-noite… Apetece-me ficar aqui, neste friozinho da varanda, sem camisa e sem sono, sentindo São Filipe á noite… De dentro de casa chegam versos esparsos de Yer Blues… Lucky Petterson… Mais um de tantos grandes cantores de blues, completamente esquecidos… Yesterday Blues: blues de ontem… tristezas de outrora… Quem nunca se sentiu blues a esta hora da noite? Estará Conde de Silvenius acordado, algures no seu castelo da Rua Serpa Pinto na Praia?... Invejo os diálogos de Robinson com Mefisto… Um relógio pingando na banheira/uma torneira sempre a dar horas… apetece-me um cigarro… deixei de fumar há anos… este gosto de fumo que ainda prevalece… tão bom… tão familiar… Sail on silver girl, cantam Simon and Garfunkel… Like a bridge… Nunca consegui ser a tua ponte, nem teu cais de chegada… Apenas efémero porto de abrigo… Por isso partiste… Sail on… Nas areias da ilha plana, com pirâmides de sal velando a noite, a espuma branca de uma onda mais longa tocou ao de leve na ultima sílaba do teu nome… Stand by me implora Ben E. King…
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