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Ilha do Fogo: Cultura, Gentes e Vivencias

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PAPEL DOS FOGUENSES NA FUNDA??O DA CAPITAL DO PA?S

Posted by NAPOLEAO on January 22, 2011 at 11:25 PM

Quando era só o planalto central (chamado plateau) considerado cidade da Praia, digno de um plano urbanístico para concentrar serviços do estado, representações diplomáticas e outros serviços, ergueram-se na sequência desse plano vários prédios de gentes oriundos da ilha do Fogo, como: Serbam, Antoninho Mujota, Vital Moeda, Luar, Felicidade, Edemundo Barbosa, etc, para fincarem o pilar do comercio formal no coração da Cidade Capital de Cabo-Verde.

Mais tarde surgiram os comerciantes Correia, Braz Andrade, Gomes irmãos e centenas de outros dinamizadores de comércios ambulantes no centro de Sucupira e suas praças de negócios na capital, onde progressivamente vem aumentando as dinâmicas para Assomada, Tarrafal e Santa Cruz.

Hoje, com uma percentagem de população à volta de 36 a 40% de foguenses só na capital do país, fica-se de fora qualquer especulação errónea sobre o peso económico, politico, social e cultural que esta ilha (comunidade foguense)tem nesse espaço cosmopolitico cabo-verdiano.

Na fundação da cidade não só vieram homens de negócios mas, sim, todos aqueles talentosos homens de ofícios. Instalaram na capital alfaiates, sapateiros, barbeiros, taxistas, carpinteiros, inclusive, jovens que acabaram-se por entrar na “prostituição clandestina”, dado à falta de legislação sobre este “negócio” que cresce constantemente no mundo moderno com a falta de acompanhamento adequado que se verifica ainda na sociedade urbana.

O impacto desse cruzamento de Djarfogo e Santiago dentro da capital do país transformou não somente os aspectos sociais mas, também, como o cultural, onde se pode perceber a grande diferença que existe entre o crioulo da cidade e o de interior de Santiago. Esse processo de miscigenação crioula tem levado a muitos homens da cultura a pensar sobre a dinâmica da língua no seu aspecto evolutivo, sem subestimar a raiz (arcaica) que se falava/fala no interior da ilha. Alguns experts acham que a língua que se fala na capital representa por força da interligação dinâmica das ilhas o padrão ideal para o crioulo nacional. Mas, sabendo que as particularidades do arquipélago é forte, face a conservação cultural, exige aos governantes uma certa ponderação na publicitação ou super valorização de uma cultura regional em detrimento doutra.

O processo dinâmico da Ilha do Fogo nos aspectos de investimento, e bem como seu enraizamento, ganhou forte impacto na ilha de Santiago, o que, a certo modo, vem evitar o regionalismo que muitos tentam propagar. Os foguenses sempre veram Cabo-Verde numa extensão sem limite e souberam navegar de ilhas a ilhas, assimilando as particularidades culturais, adaptando, inclusive, aos “sotaques” para melhor inteirarem da vida quotidiana do país.

A Cidade Capital merece um olhar político bem assente nos municípes que a constituem, de forma a terem vozes na resolução de vários problemas que afectam a periferia, onde muitos vivem entregues a vários problemas sociais.

Pois, que ouçamos a musica “...é mi propi quê badio...”, sem termos que cantar “...é mi propi que sampadjudo...”, porque cantar e dançar Cabo-Verde deve sobrepor os sentimentos regionalistas que condicionam, negativamente, os propósitos da nossa identidade nacional.

Continua...

Napoleão Andrade

Categories: Napoleao Andrade, Artigos

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4 Comments

Reply RODJO
08:46 AM on January 23, 2011 
Aqueles fogueros que vivem na capital de Praia de Santa Maria, deveu candidatar no Praia e deixar foguerosque viver no Fogo representar e gastar esse emprego de deputado no Fogo.
Parar de entrar Fogo so para tomar emprego de coitados e gastar na Praia.
Eu nao estar contente nao
Reply IMACULADA DE JESUS
08:37 AM on January 23, 2011 
Como foguense que sou acho bem que Onesimo defenda seu Monte Cara, assim como defendo meu Vulcao.
Acho tambem justo Carlos Veiga defender seu criolo nativo, como defendo o meu genuino da ilha de Pedro Cardoso.
Somos diferentes, mas todos iguais, porque debaixo desse ceu azul tem 10 ilhas irmas, banhadas pelo mesmo mar e fronteira.
Se mais vozes juntassem ao do meu amigo Napoleao, Fogo teria mais atencao.
Beijos da loira foguense
Reply Remoaldo Cardoso
02:09 AM on January 23, 2011 
democrasia e. Nao se conjuga com hipocracia. Assim como libertinagem, nao e liberdade. E exagero ! E limite ha em tudo...
Reply Zelito
11:48 PM on January 22, 2011 
Este que e tema actual. Vamos falar ilha a ilha e com diversidade construir um Cabo-Verde solidario e com respeito as ilhas, independentemente do seu crioulo, seus costumes e sua grandeza.
Mais regionalizacao so pode garantir cada vez mais a democracia que ainda nao chegou a todo canto do pais