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Por: Julio Correia
Prezados amigos e amigas,
Caros foguenses
Escrevemos esta mensagem para agradecer-vos pelo apoio recebido desde que aceitamos o desafio de concorrer, enquanto cabeça de lista, às eleições legislativas de 2011. Os militantes, amigos e simpatizantes do Partido Africano da Independência de Cabo Verde estão indo às ruas para o convívio de cidadania e o nosso projecto transformacional vai ganhando espaço junto às mulheres e aos homens da ilha do Fogo.
1.
A ilha do Fogo como todo o Arquipélago de Cabo Verde, vem participando activamente na “agenda de transformação” desde que o PAICV assumiu a Governação do País em 2001. Os resultados estão à vista. E o que é a “agenda de transformação”? É um movimento nacional, sem precedentes, liderado por José Maria Neves, líder do PAICV, para tornar Cabo Verde moderno e competitivo, tendo por meta o desenvolvimento sustentável, com rosto humano e com qualidade ambiental.
A “agenda de transformação” convocou os cabo-verdianos, nas ilhas e na Diáspora, a se unirem a uma dinâmica de construção que já faz de Cabo Verde um País respeitado no Mundo e do cabo-verdiano um povo admirado por todos. Alguns exemplos deste sucesso: a passagem de País Menos Avançado para País de Desenvolvimento Médio, a Parceria Espacial com a União Europeia, a entrada na Organização Mundial do Comércio e o Millenniun Challenge Account (MCA). Mas há mais, muito mais, e os cabo-verdianos sabem disso: 600 km de estradas asfaltadas, as casas do cidadão e as casas de direito, os aeroportos internacionais, os portos modernizados, os hospitais e as clínicas, as barragens e a modernização da agricultura, as telecomunicações e os transportes, as diferentes escolas e as universidades – em suma, todo um desenvolvimento, também no referente aos direitos e liberdades, que faz de Cabo Verde o país africano mais bem posicionado para realizar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), antes de 2015.
2.
Em verdade, o Fogo, parte integrante da Nação Cabo-verdiana, entrou de forma dinâmica na “agenda de transformação”. Aqui e agora, estamos a construir mais liceus, temos uma escola profissional - a maior do país - e cursos de nível superior; igualmente temos mais hospitais, centros de saúde, mais médicos e mais enfermeiros; temos ainda mais estradas, o porto estará brevemente mais moderno e o aeroporto mais alargado; temos, claramente, mais agricultura, mais agro negócio e mais agro indústria; temos à vista de todos mais comércio, mais fluxo turístico e mais emprego; hoje, as pessoas vivem melhor na ilha do Fogo. A “agenda de transformação” permitiu que os foguenses olhassem para o passado e dissessem: “Estamos melhores do que estávamos há cinco anos e, de longe, melhores do que estávamos há dez anos”. Aqui e agora somos melhores do que éramos e estamos convictos que esta fase transformacional nos levará a ganhar o futuro e realizar os sonhos das cabo-verdianas e dos cabo-verdianos.
Não estava nos nossos horizontes em 2000 que o Fogo tivesse um anel rodoviário completamente asfaltado. Hoje, essa obra está a avançar a passos largos e brevemente poderemos dar uma volta completa à ilha, por via rápida, algo que terá enorme impacto para a mobilidade das pessoas, para o escoamento dos produtos e para o incremento do turismo. Nem estava no horizonte das pessoas chegar a Chã das Caldeiras por estrada asfaltada. Tão pouco estava no pensamento dos foguenses pensar barragens para as bacias hidrográficas da ilha ou articular a rede de cisternas para a segurança da água nas localidades, bem como ter mais de 90% de cobertura eléctrica ou sonhar com um aeroporto internacional. Realmente, não fazia parte da expectativa dos foguenses ter ensino superior e profissionalizante, e poder ter um moderno terminal de passageiros no Porto do Vale dos Cavaleiros. Pela certa, qualquer cabo-verdiano em 2000, pelo abandono como a ilha estava votada mercê da Governação do MpD, não esperaria que os vinhos do Fogo hoje se tornariam referência internacional e que se pensasse na criação de um Museu de Café do Fogo ou mesmo, se criassem as condições para candidatar a Cidade de São Filipe a Património Mundial da UNESCO e o vulcão do Fogo, ex-libris de Cabo Verde, e o Parque Florestal de Monte Verde em Patrimónios Naturais da Humanidade. Em verdade, o Governo do PAICV, liderado por José Maria Neves, não só como mudou a face do Fogo, tornando-a melhor e mais bonita, como projectou a ilha para um novo tempo para o qual se exigem novas respostas.
3.
Por isso, o PAICV agradece, uma vez mais, aos foguenses a continuarmos juntos e de mãos dadas, para colocar as pedras neste grande edifício que é a ilha do Fogo. Apesar de juntos já termos feito muita coisa, ainda muito falta fazer para que tenhamos o “Fogo dos nossos sonhos”. Para que possamos festejar a “bandeira maior” de um Fogo desenvolvido e próspero, com paz e harmonia, precisamos continuar juntos, cada vez mais juntos, para ganharmos o futuro. Não se concebe o PAICV sem a sociedade foguense. O Partido Tambarina o é em virtude da tenacidade, da resistência e da abnegação dos foguenses. É um partido claramente de identidade foguense.
Uma eleição é sempre o momento de a sociedade discutir os melhores caminhos para seguir avançando, avaliar e criticar o que já foi feito, debater as suas alternativas. Os foguenses sabem que o PAICV tem uma visão para a ilha. Eles também sabem que o MpD não a tem. Aliás, a linha divisória entre o PAICV e o MpD é notória.
4.
Causou espanto e tristeza aos foguenses que o MpD tivesse avançado para a sua “cabeça de lista” para as legislativas Eurico Monteiro. Como uma espécie de embuste. Uma candidatura atípica, artificial e construída na calada, como se não houvesse “alguém mais ajustado” para o posto ou como se a actual liderança do MpD achasse que para esta ilha qualquer um serve. Para o PAICV, respeitando a opção do seu adversário, a candidatura de Eurico Monteiro significa em justa medida o que pensa Carlos Veiga sobre a ilha do Fogo e sobre os foguenses.
O MpD sempre encarou o Fogo como uma “pedra no sapato” e os foguenses como uns “inimigos a abater”. Por isso, às câmaras municipais do Fogo alertara, durante os anos noventa de triste memória, que há “filhos de fora e filhos de dentro” e aos foguenses ameaçara que “pedra ka ta djuga ku garrafa”. Igualmente por isso, nesses 10 anos de Carlos Veiga, esta linda e invicta ilha do Vulcão foi marginalizada pelos governos do MpD, marginalização acrescida à perseguição política movida contra várias figuras desta ilha.
Mesmo estando na Oposição, esse partido continua a ter uma relação problemática com as gentes do Fogo. Tão problemática que escolhe agora como seu “cabeça de lista” para as eleições legislativas de 2011 uma figura política desajustada à realidade do Fogo. Tão desajustada que ele não conhece as pessoas pelos seus nomes, que não conhece os anseios e expectativas dos foguenses. Uma figura política que não de nós, nem desconfia do sentir das pessoas às quais vem pedir voto. Tendo vindo ao Fogo apenas de raro em raro, em viagens de função ou de passeio, esse “cabeça de lista” da Minoria não teve o aval das suas próprias estruturas locais, nem contou com o entusiasmo da opinião pública foguense. Como uma ave de arribação, esse político só aparece no Fogo na estação da colheita (de votos) quando não havia participado na estação da sementeira (de trabalho). Ora nesta ilha, a tradição diz que quem não semeia milho, não reclama papa de milho. Para o PMD, em desencontro com o pensamento dos foguenses, serve para representar a ilha do Fogo no Parlamento qualquer pessoa desde que por vontade e ordem do “líder” Carlos Veiga.
A mensagem que fica desse líder é o continuar da linha do “quero, posso e mando”. Ora, isso no Fogo não é verdade; isso entre os foguenses nunca fez escola”!
O MpD, sem bandeiras éticas, jogará nas ruas toda a baixaria do seu arsenal de calúnias e de golpismo, com a participação escancarada do Expresso das Ilhas, Liberal Online, Já e outros órgãos, pagos com tenebrosos dinheiros.
5.
A partir de 20 de Janeiro até o dia 4 de Fevereiro, quando termina a campanha eleitoral, o nosso programa será debatido com os cidadãos nas ruas.
Faremos uma campanha prepositiva e de alto nível, apresentando à população o nosso compromisso com a ilha do Fogo. Com a experiência adquirida nestes anos de vida pública, desejamos chegar à Assembleia Nacional e contribuir para o crescimento não só esta ilha, mas de todo Cabo Verde.
Um abraço com todas as “bandeiras” desta Ilha, para todos os foguenses,
Júlio Correia
Categories: Julio Correia, Artigos
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