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Djarfogo, "Alma e Corpo" Comum- O Momento de Cura

Posted by Kaka on November 2, 2010 at 3:32 PM

 

 

Há trabalhos que devem ser feitos por todos e em quaisquer circunstâncias. Entretanto, em determinados momentos, algumas pessoas devem ser imbuídas de mais responsabilidades do que outras, como também existem conjunturas que não devem ser desperdiçadas. Por exemplo, nos próximos meses, avizinha-se uma oportunidade importante para os políticos foguenses se auto-corrigirem no sentido de resgatarem e reforçarem a imagem do povo que representam e que eles, em tempos, ajudaram a flagelar.

 

 

H.Teixeira de Sousa                  Pedro M. Cardoso                    Antonio B. Carreira


Antes de mais avançar, queremos anotar um ensinamento importante contido no seguinte provérbio: “Alma sã, corpo sadio”. Entendemos isso como a tradução do bem-estar interior e a reflexão de uma imagem exterior positiva.

 

A Alma Sã pode ser vista como a imagem do bem-estar interior e da autoconfiança. Essa condição constitui a estrutura basilar na edificação de qualquer sucesso. Pois, não se pode desgarrar o êxito da autoconfiança, que é o fundamento para o sucesso do individuo ou do grupo.

 

O Corpo Sadio representa e é representado pela imagem exterior positiva, que desperta respeito e admiração nos outros. Muitos podem não prestar atenção, mas o respeito tem uma conexão directa com o sucesso. Basta referir as vantagens, os favores, as prioridades e as atenções que são dispensadas e devidas ao respeito. Respeito pode significar o eliminar de possíveis obstáculos.  


Voltando ao adágio, “Alma sã, Corpo Sadio”, depreende-se que a alimentação constante da auto-estima e da autoconfiança, a edificação de uma imagem firme, robusta e convincente, simbolizadas pela saúde da alma e do corpo, são pilares inalienáveis na caminhada rumo a construção de um sucesso duradouro. Com esse conceito na mente e mesmo conscientes que a politica divide, não devemos adiar o mais importante: aquilo que nos une, a nossa identidade comum – Somos uma "alma e corpo" comum.

 

Como colectividade, ninguém nos vê como foguense “A” ou foguense “B”, mas sim, simplesmente, como um foguense. Devemos, juntamente, participar  nesse trabalho de promoção, mas, quem deve liderar, neste momento, são os que se perfilam como defensores e vozes povo. Os políticos e activistas do Fogo tem-se pronunciado, sem equívocos, como detentores incondicionais deste perfil. Reconhecemos a luta árdua de alguns que denunciam, criticam, procuram e propõem respostas e soluções para a nossa querida ilha, independentemente de estarem na situação ou na oposição. Embora feita esta observação, devemos, no entanto, ressaltar que tem havido uma atenção prejudicada em relação a “alma foguense” nas ultimas décadas.

 

Nesta linha de conta, devemos sugerir aos nossos políticos, a quem nutrimos uma admiração positiva, que se apossem com dignidade das responsabilidades que lhes deputamos e se aproveitem das possibilidades que as campanhas eleitorais oferecem para atenderem mais sobre a “alma foguense”, fazendo, assim, jus ao epíteto de representantes do povo. Pois, só é, realmente, representante quem sabe dignificar o povo. Estes devem, mesmo quando criticam os erros ou elogiam as obras, tomar um momento para promover com determinação, audácia e convicção o povo a que pertencem e que devem representar com dignidade. Que promovam cada partido, mas que nunca se esqueçam das virtudes do povo, como infelizmente tem acontecido. Existem alguns capazes de sequestrar as honras do povo para saciarem o tédio das suas desventuras, mas os nossos políticos serão capazes de se desviarem ou de se fazerem “orelhas surdas” das instigações e assessorias desses “partos perdidos” que, por ingratidão, infamam o próprio irmão. Assim são os verdadeiros mandatários, aqueles que permanecem no tempo e nas memorias por serem capazes de sufocar os seus interesses pessoais a favor das aspirações colectivas.

 

Não se esquiva que devemos todos convir da importância da nossa valorização e promoção como povo. Assim todos ganhamos. Queremos uma imagem forte, positiva e divorciada das emoções dos resultados eleitorais para revigorarmos o nosso orgulho, o nosso ego e a autoconfiança fundamentais para o sucesso. Só assim alcançaremos mais respeito para criaramos uma imagem positiva e persuasora sobre os outros, retirando dai, ganhos importantes que suportarão as nossas caminhadas e as nossas competências perante constrangimentos. Doutra forma, todos perdemos, sem excepção.

 

 


Categories: Claudio Fonseca (Khacka), Artigos

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6 Comments

Reply TAMBARINADURO
09:13 PM on November 09, 2010 
DJA BU DA KONSEDJO....MA SO KU MANDUKO....SI MPD SAKUTA KIM TISGA
Reply barbidjaka
12:29 AM on November 08, 2010 
JOSÉ MARIA NEVES MUITO MAL RECEBIDO NO FOGO
São Filipe, 08 Novembro 2010 - José Maria Neves tem todos os motivos para se preocupar com o que está a acontecer com o seu partido na ilha do Fogo, em particular, e no País, em geral. O líder tambarina não conseguiu juntar mais do que uma centena de pessoas para o ouvirem em mais uma ?abertura política? para 2010. Desta feita na ilha do Fogo. Enquanto isso, Carlos Veiga era fortemente ovacionado por mais de cinco mil mulheres na cidade da Praia.

Com repetidas sondagens encomendadas a empresas amigas e pagas com o dinheiro dos contribuintes, José Maria Neves tenta esconder aquilo que já nem os jornais próximos conseguem esconder: a verdadeira sondagem, a resposta das populações. Já ninguém tem pachorra para ouvir as mentiras repetidas de José Maria Neves.

E foi o que aconteceu neste fim de semana na ilha do vulcão. De acordo com o jornal A semana Online, ?a abertura do ano político ontem (sábado) no polidesportivo Simão Mendes, em S. Filipe, contou com a participação de apenas 150 a 200 pessoas, muito longe daquilo que o PAICV normalmente mobiliza?. Dados avançados por um jornal insuspeito quando se está a falar do Paicv.

Diz ainda o semanário que para além da má organização outras causas parecem estar por detrás dessa aparente apatia dos foguenses para com o líder do PAICV. Mas ?é claro?, como comenta um leitor à referida notícia. Existem outras causas: ?os foguenses estão fartos de serem enganados por JMN?. Aliás, sabe-se que de facto, nestes últimos dois anos notou-se uma expressa insatisfação por parte de vários filhos e filhas da ilha do Fogo em muitos dos jornais electrónicos e círculos sociais tanto no país como na diáspora. Essa revolta se manifesta claramente entre os imigrantes nos Estados Unidos que já não se sentem intimidados de expor e expressar livremente aquilo que percebem o abandono do governo do PAICV para com a ilha do vulcão. Por relatos e conversas informais com alguns imigrantes que visitaram o Fogo ultimamente, esse sentimento de insatisfação parece ter já atingido a ilha talvez devido à forte relação entre a comunidade foguense nos EUA e na ilha de Pedro Cardoso.
Reply De Djarfogo
03:45 PM on November 05, 2010 
Rapaz desbes bu bem pa rabenta kuzas. kitumara es obi es bu voz de revolta de mininu de Djarfogo, es grandi reflexao, o midjor es bom konsedju: ma sima nha Dono ta fraba, konsedju si el baleba e ka ta dada, el ta bendeda.
Forsa Kaka
Reply Francisco Mendes
09:26 PM on November 02, 2010 
Fiquei com a sensação que o Amigo Kaka, conteve nas palavras e não chegou a dizer tudo o que lhe vinha na alma, mas como diz o velho ditado, para o bom entendedor meia palavra basta. Não vou tecer muitos comentários ao texto, queria apenas dizer que a nível do raciocínio lógico, aparenta existir alguma convergência de ideias entre Djarfogo, Alma e Corpo Comum- O Momento de Cura e um artigozeco que deixei em tempos aqui no manduco sob o título O APEGO DOS FOGUENSES ÀS SUAS RAIZES, A IMAGEM DO FOGO NO CONTEXTO NACIONAL E ALGUMAS ACÇÕES NECESSÁRIAS PARA A AFIRMAÇÃO DA ILHA! Continuemos, continuemos irmãos, que mais dia menos dia Fogo há de ser a chama que ilumina o nosso Cabo Verde.
Reply NAPOLEAO
09:16 PM on November 02, 2010 
Este é o melhor trabalho de reflexão já produzido pelo meu amigo Cláudio Fonseca, vulgo Caca.
Longe de qualquer sentimento regionalista, Caca chamou atenção aos grandes desafios e oportunidades que temos de unir, para usar as nossas capacidades de influências em todos os setores da nossa vida profissional e, com garra, levantar o Djarfogo.
As três figuras - Henrique Teixeira de Sousa, Pedro Cardoso e António B. Carreira devem servir-nos de referências, para, numa reflexão maior, conquistar os ideais que sempre propuseram aos foguenses e cabo-verdianos de um modo geral.
Não pare, amigo Caca. Força!
Reply Remoaldo Cardoso
04:39 PM on November 02, 2010 
O meu compadre Canuto diz, que outrora "o "nagada" pagava a conta da boca". Mas, hoje ele rectificou: "A boca paga a sua propria conta". Por isso que vimos tanta gente, com a cara voltada para outro lado. A nao ser que nao tem vergonha e/ou e disencarada. Politicos e os DjarFoguenses, de certa forma, diria, somos.E de acordo com ele, "Se a boca diz a boca paga". E o que como politico fazemos. Prometemos e facamos uma percentagem reduzida da promessa, porque havera uma outra ocasiao, uma outra epoca, de cada vez. Dai, a grandeza dessa tua bofetada, para os nossos politicos, para todos os Foguenses, que trouxestes dentro de ti, que so agora tivestes a coragem, de usar a tua "costa de mao", para essa expectacular bofetada. Um excelente trabalho, meu caro. Gostei imenso.