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Há trabalhos que devem ser feitos por todos e em quaisquer circunstâncias. Entretanto, em determinados momentos, algumas pessoas devem ser imbuídas de mais responsabilidades do que outras, como também existem conjunturas que não devem ser desperdiçadas. Por exemplo, nos próximos meses, avizinha-se uma oportunidade importante para os políticos foguenses se auto-corrigirem no sentido de resgatarem e reforçarem a imagem do povo que representam e que eles, em tempos, ajudaram a flagelar.

H.Teixeira de Sousa Pedro M. Cardoso Antonio B. Carreira
Antes de mais avançar, queremos anotar um ensinamento importante contido no seguinte provérbio: “Alma sã, corpo sadio”. Entendemos isso como a tradução do bem-estar interior e a reflexão de uma imagem exterior positiva.
A Alma Sã pode ser vista como a imagem do bem-estar interior e da autoconfiança. Essa condição constitui a estrutura basilar na edificação de qualquer sucesso. Pois, não se pode desgarrar o êxito da autoconfiança, que é o fundamento para o sucesso do individuo ou do grupo.
O Corpo Sadio representa e é representado pela imagem exterior positiva, que desperta respeito e admiração nos outros. Muitos podem não prestar atenção, mas o respeito tem uma conexão directa com o sucesso. Basta referir as vantagens, os favores, as prioridades e as atenções que são dispensadas e devidas ao respeito. Respeito pode significar o eliminar de possíveis obstáculos.
Voltando ao adágio, “Alma sã, Corpo Sadio”, depreende-se que a alimentação constante da auto-estima e da autoconfiança, a edificação de uma imagem firme, robusta e convincente, simbolizadas pela saúde da alma e do corpo, são pilares inalienáveis na caminhada rumo a construção de um sucesso duradouro. Com esse conceito na mente e mesmo conscientes que a politica divide, não devemos adiar o mais importante: aquilo que nos une, a nossa identidade comum – Somos uma "alma e corpo" comum.
Como colectividade, ninguém nos vê como foguense “A” ou foguense “B”, mas sim, simplesmente, como um foguense. Devemos, juntamente, participar nesse trabalho de promoção, mas, quem deve liderar, neste momento, são os que se perfilam como defensores e vozes povo. Os políticos e activistas do Fogo tem-se pronunciado, sem equívocos, como detentores incondicionais deste perfil. Reconhecemos a luta árdua de alguns que denunciam, criticam, procuram e propõem respostas e soluções para a nossa querida ilha, independentemente de estarem na situação ou na oposição. Embora feita esta observação, devemos, no entanto, ressaltar que tem havido uma atenção prejudicada em relação a “alma foguense” nas ultimas décadas.
Nesta linha de conta, devemos sugerir aos nossos políticos, a quem nutrimos uma admiração positiva, que se apossem com dignidade das responsabilidades que lhes deputamos e se aproveitem das possibilidades que as campanhas eleitorais oferecem para atenderem mais sobre a “alma foguense”, fazendo, assim, jus ao epíteto de representantes do povo. Pois, só é, realmente, representante quem sabe dignificar o povo. Estes devem, mesmo quando criticam os erros ou elogiam as obras, tomar um momento para promover com determinação, audácia e convicção o povo a que pertencem e que devem representar com dignidade. Que promovam cada partido, mas que nunca se esqueçam das virtudes do povo, como infelizmente tem acontecido. Existem alguns capazes de sequestrar as honras do povo para saciarem o tédio das suas desventuras, mas os nossos políticos serão capazes de se desviarem ou de se fazerem “orelhas surdas” das instigações e assessorias desses “partos perdidos” que, por ingratidão, infamam o próprio irmão. Assim são os verdadeiros mandatários, aqueles que permanecem no tempo e nas memorias por serem capazes de sufocar os seus interesses pessoais a favor das aspirações colectivas.
Não se esquiva que devemos todos convir da importância da nossa valorização e promoção como povo. Assim todos ganhamos. Queremos uma imagem forte, positiva e divorciada das emoções dos resultados eleitorais para revigorarmos o nosso orgulho, o nosso ego e a autoconfiança fundamentais para o sucesso. Só assim alcançaremos mais respeito para criaramos uma imagem positiva e persuasora sobre os outros, retirando dai, ganhos importantes que suportarão as nossas caminhadas e as nossas competências perante constrangimentos. Doutra forma, todos perdemos, sem excepção.
Categories: Claudio Fonseca (Khacka), Artigos
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