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O RECENSEAMENTO ELEITORAL NA DIASPORA

Posted by NAPOLEAO on August 17, 2010 at 1:57 PM

 

Com intuito de reforçar o esforço do governo e de alguns sinais de envolvimento da oposição no processo do recenseamento na diáspora, quer-se enaltecer a importância do recenseamento e o estrito cumprimento da lei tanto no território nacional como na diáspora.

 

O recenseamento eleitoral é oficioso, obrigatório, permanente e único (art. 30 do código eleitoral).

 

Se no território nacional existem melhores condições para realização do recenseamento eleitoral, coloca-se, neste momento, o cumprimento da lei, face a obrigação do cidadão em fazer o recenseamento.

 

Na lei todo cidadão cabo-verdiano tem como obrigação fazer e/ou ser obrigado a recensear-se perante a lei nacional, que abarca o território nacional e a diáspora.

 

A inscrição no recenseamento eleitoral, conforme a lei eleitoral, tem caráter voluntaria só para os cidadãos estrangeiros e apátridas legalmente residentes em Cabo-verde (art. 68 do código eleitoral).

Nas comunidades cabo-verdianas espalhadas pelo mundo esta exigência de obrigatoriedade não tem sido colocada.

 

A complexidade da comunidade e bem como sua dupla nacionalidade obrigam ao governo de Cabo-verde a fazer algumas reflexões, quanto ao caracter da lei eleitoral.

 

Os partidos políticos devem envolver mais na sensibilização dos cidadãos cabo-verdianos e trabalhar mais aprofundadamente no processo do recenseamento eleitoral.

 

Os cidadãos cabo-verdianos que estão na diáspora, segundo dupla nacionalidade, tem duas opções chaves:

 

1. Recensear com passaporte cabo-verdiano, participar ativamente no processo político cabo-verdiano e manter seus documentos em dia para qualquer efeito administrativo no pais, onde tem património material e laços sanguíneos.

 

2. Porque opção da nacionalidade é uma tomada de posição, ate certo ponto politico, pode abdicar-se da nacionalidade cabo-verdiana, sabendo, também, das perdas de direito e regalias que a Constituição da Republica lhe aufere.

 

No nosso entender, achamos a dupla nacionalidade uma mais valia que todo cabo-verdiano deve usufruir, sem por em causa sua cabo-verdianidade.

 

O recenseamento eleitoral, por uma questão moral e política, deve atrair todo cabo-verdiano que ainda segue as pegadas dos nossos bisavôs.

 

Napoleão Vieira de Andrade

Categories: Artigos, Napoleao Andrade

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5 Comments

Reply kaka
03:36 AM on August 27, 2010 
Concordo com meu amigo Ramoaldo. Se o metodo de recenseamento na emigracao e aquela que vai ser aplicada em Norwich, pode-se concluir duas coisas:
-Estao de parabens os que nao querem o recenseamente na emigracao;
-Os legisladores desconhecem uma parte significativa da nacao caboverdiana;
Reply Rodjo
01:39 PM on August 24, 2010 
ES LEIO E DI MPD QUI CA CONXE REALIDADI DI IMIGRASAN
Reply Remoaldo Cardoso
07:56 PM on August 22, 2010 
Esqueci. Ha mais de 5000 caboverdianos aqui em norwich. Tenho dados. Estao a pensar que os 38 q votaram na ultima vez, a 100 porcento no PAICV, diminuiu. Ha gente aqui q vive nesta cidade que conheco, mas q nem sei q esta aqui. De ves enquando me vizitam e dao-me a entender q estao aqui, enquanto eu pensava q trabalhavam em Casino... E coisa do sistema e tb do regime...que pensa q o povo vai as urnas a toa... pq a coisa vai boa. Para mim, a bonanca depois do temporal, pode ser nefasta e tardiamente par frutificar. E coisa da meia direita e meia esquerda, sem abstencao...
Reply Remoaldo Cardoso
07:46 PM on August 22, 2010 
Meu caro amigo. O recenciamento que fazem agora, e tempo perdido e ideia desperdicada. Para mim, sendo o recenciamento algo que requer a comparticipacao de todos, devia durar peloo menso uns dias, para nao dizer 30 dias, dependendo de cada zona, onde a nossa gente esta concentrada. Na minha zona, onde todo o mundo vive da construcao civil e ja lhes digo, vem na quinta e sexta e escolhem o lugar onde nao ha cerveja para vender. Bem para quem quer representar, pior para quem nao vai la por alguma razao, que nao seja descansar um pouco do trabalho, que vai mais de 10 horas quotidiano. Uma coisa nao tem q haver com o outro, mas na verdade eu sou Caboverdiano, trabalhador e nao vou para sitio algum, que me nao convier. Conselho ja foi dado. Recenciamento nao pune a ninguem que nao o faz. Pune-me a mim, que tenho as minhas obrigacoes de votar. O que nao acontece com a maioria. Digo isso, pq sei. Daqui a 10 anos a coisa vai ser diferente. So q nao estarei aqui p lhes dizer a mesma m... JMN veio p minha cidade. Quem nao ouve ve. Minha mae disse-me q de olho para orelha ha somente 4 dedos. E o meu dinheiro q esta mal gasto... Alias, o meu voto.
Reply RODJO
02:19 PM on August 17, 2010 
Eu somos caboverdiano que nascer criar e morrer no Santa Filomeno, Bila, Ilha de Djarfogo, Cabo-verde, Costa Ocidental da Africa, continente Negro a partir do tropico pariba metade, lado norte de Africa.
Eu falar de caboverdianos que tener espirito politico e cultural caboverdiano. Se caboverdiano negar recensiar pamode tener passaporte maricano e negar participar nao es caboverdiano.
Se tu mandar moca, tu raclamar tudo dia, pamode tu nao recensiar para poder papiar e tener atraves de voto una voz mais acreditado com seus votos?
Se tu nao fazer isso nao mester bem pa cabo-verde.
Eu vai trabaldjar cosim e dispos eu voltar com meu manduco. Ferro estar a trabadjar no padjigal e tchuba estar lapir lho nos costelas.
Ficar dreto rapaziadas