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Sociedade Civil e Poder P?blico: Que Devem aos Jovens?

Posted by Lucilio F. Alves on July 21, 2010 at 12:47 PM

 

 

Fico surpreso quando estudantes, lideres, professores, funcionários comentam em meus textos falo dos jovens como arrogantes e mal educados, é uma pena, sinto muito: essa, mais uma vez, não sou eu. Lido com palavras o dia todo, foram umas das minhas paixões e ainda me seduzem pela mistura da comunicação e confusão que causam, como nessse caso, por sua beleza, riqueza e ambiguidade.

 

 

Escrevo sempre e refiro muito de uma forma repetidamente sobre Juventude, Infância Família e Educação, cuidado e negligência. Sobre falhas quanto a autoridade amorosa, interesse e atenção., tenho pensado e vivido, o quanto é difícel para juventude esssa época do sec.XXI em que adultos e idosos, em certo momento de qualquer forma dão aos jovens adolescentes e crianças tantos maus exemplos, correndo desvairadamente atrás de mitos bobos,, desperdiçando assim o tempo com coisas desimportantes, negligenciando a família, exagerando nos compromissos, sempre caindo de cansados e sem vontade e paciência de escutar ou de falar.

 

 

Penso sobreudo no desastre da educação, nem mesmo uma avaliação das escolas, um concurso de bolsa, ou outro tipo de avaliação nacional ligado a jovens, conseguem oferecer. A maciça ausencia de jovens inscritos, quase a metade do que tem no nosso país, não se deve ao atraso ou outras dificuldades, mas ao desânimo e á descrença.

 

 

De modo que, tratado dos jovens e de suas frustrações, falo sobre Adultos, Pais, Professores, Autoridades, Lideres Políticos o quanto são devedores. O que fazem os que de maneira geral deveriam ser lideres e modelos? Os escandalos públicos que nos ultimos anos se repetem e se acumulam são para deixar qualquer jovem desencantado: estudar para qué? Trabalhar para qué? pior que isso ser onesto para quê, se nossos pretensos líderes se portam de maneira tão vergonhosa e, ano após ano, a impunidade continua reinando no nosso país.

 

 

Tenho muita empatia com a juventude, exposta a tanto descalabro, cuidada muitas vezes por pais sem informação, sem força nem vontade de exercer a mais básica autoridade, sem a qual a família se desintrega e os jovens são abandonados a própria sorte num mundo nem sempre bondoso e acolhedor. Quem são, quem podem ser, os idolos desses jovens, e que possibilidades são oferecidas? então refugiam-se em grupos sociais, como se fosse seus tribos, com atitudes bem tribais, o pircing, o brinco a tatuagem, a dança ao som da musica tribal, conforme o som assim a dança. Negativas? Censurável? Necessária para muitos, a tribo é onde se sentem acolhidos, abrigados, aceitos.

 

 

Escola e família ou se declaram incapazes, ou estão assustados, ou não se interessam mais como deveriam. Autoridades, Homens Públicos, supostos líderes, muitos deles a gente nem receberia em nossas casas. O que resta? A solidão a coragem, a audácia, o fervor tirados do próprio desejo de sobrevivência e do próprio otimismo que sobrar.

 

 

Quero deixar claro que nem todos estão parlisados, pois muitas famílias saudáveis criam em casa um ambiente de confiança e afeto, de alegria. Muitas escolas conseguem impor a disciplina essencial para que qualquer organização ou procedimento funcione, e nem todos os Políticos, Governates, Minístros ou Presidentes são corruptos. Mas quero afirmar que aqueles que o são ja bastam para tirar o fervor e matar o otimismo de qualquer um. assim, não acho que os jovens sejam arrogantes, todas as crianças mal-educadas, todas as famílias disfuncionais.

 

 

Um pouco da onipotência da juventude faz parte, pois os jovens precisam romper laços, transformar vínculos ( não cuspir em cima deles) para se tornar adultos lançados a uma vida muito difícel, na qual reinam a competitividade, os modelos negativos, os problemas do mercado de trabalho, as universidades decadentes e uma sensação de bandalheira geral. Qual o futuro do jovem caboverdiano no Século da globalização?

 

 

Lucílio Alves

 

Monte Vermelho – Fogo

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2 Comments

Reply Francisco Mendes
03:22 AM on July 23, 2010 
Meu caro, entendo esse seu desabafo como uma ?chamada de atenção?, um ?grito de despertar? direccionado aos jovens, em especial os do Fogo.
Relativamente à pergunta, qual será o futuro dos nossos jovens nesta era da globalização (?) enquanto optimista de corpo e alma, quero crer que, será bem melhor do que foi o dos nossos pais, mas antes é preciso que nós, os jóvens de hoje, pais de amanhã, comecemos a andar com os nossos próprios pés, pensar pela própria cabeça, como dizia Amilcar Cabral e, acima de tudo que, saibamo-nos adapatar à celeridade com que que as coisas têm acontecido, para que, possamos de melhor forma saber desvendar/interpretar/adapatar-se a este novo mundo onde as exigências, do desenvolvimento, de uma sã convivência entre pais/filhos, professores/alunos, família/meio social, são grandes, para se poder enfrentar com mestria às incertezas e inseguranças ... relativamente aos políticos, governantes, and so on, recomendo-lhe a leitura de ?O Culto da Incompetência?, de Émile Faguet, onde ele reflecte sobre as virtudes e defeitos da Democracia, com base na evolução histórica de vários regimes, desde a antiguidade grega até ao início do séc. XX, e na conceptualização de vários pensadores, de Platão a Montesquieu, de Maquiavel a Stuart Mill, chegando a conclusões surpreendentes que nos ajudam a perceber a génese do mau funcionamento das instituições de uma forma geral. Vejamos que há quase um século Faguet, dissera que o ?povo gosta que os seus eleitos se lhe assemelhem, que tenham os sentimentos e as paixões populares?. Será isso, o que quererão os nossos jovens ? Sinceramente, não sei, mas gostaria de acreditar que não.
Reply Kaka
02:46 PM on July 21, 2010 
Um artigo inteligente sobre um assuntp pertinente. Espero que continuaras a incidir sobre este tema porque realmente o assunto merece. Faz-me lembrar um outro do Alberto Nunes publicado a mais ou menos um ano.
Entao estas no Fogo? Sera uma boa noticia.