Manduco

Ilha do Fogo: Cultura, Gentes e Vivencias

ULTIMAS Post New Entry

Declara??o de Santa Catarina

Posted by Manduco on June 14, 2010 at 4:36 PM

Partido Africano da Independência de Cabo Verde

Comissão Política Regional do Fogo


 

Declaração de Santa Catarina – Fogo – Cabo Verde


 

Aos treze dias do mês de Junho do ano de dois mil e dez, pelas quinze horas, na vila de Cova Figueira, reuniu a Comissão Política Regional do Fogo do PAICV, com os Conselhos de Sectores, Coordenadores dos Grupos de Base, representantes da Juventude e das mulheres, de S.Filipe, de Santa Catarina e dos Mosteiros, com a seguinte agenda de trabalhos:


 

A - Algumas questões internacionais de interesse para Cabo Verde;

B - Cabo Verde de hoje;

C - Fogo no contexto Cabo - Verdiano;

D - Desafios políticos partidários a serem assumidos pelo PAICV;

E - Organização de actividades relacionadas com o “5 de Julho”;


 

À reunião participaram 77 (setenta e sete) militantes, sendo 52 do Sector de S. Filipe e 25 do Sector de Santa Catarina do Fogo. O Conselho do Sector dos Mosteiros, apesar de previamente concertada e devidamente convocado não compareceu ao encontro;


 

O encontro foi presidido pelo Presidente da Comissão Política Regional, Camarada Eugénio Miranda da Veiga, e fazia parte da mesa, os primeiros secretários dos sectores de S. Filipe e de Santa Catarina do Fogo e uma representante do sector feminino;


 

Constituída a mesa, criou-se uma Comissão de redacção constituída pelos seguintes camaradas: Manuel da Luz Alves, Artur Domingos Mendes Cardoso, Almeida Louro, João Francisco Monteiro, Henrique Fernandes e Sebastião Filipe Alves;


 

Designou como porta-voz do encontro o Camarada João Francisco Monteiro, primeiro secretário do Conselho do Sector de Santa Catarinado Fogo;


 

Após a participação activa dos militantes presentes, registaram-se mais de duas dezenas de intervenções.

 

Assim, o encontro produziu e adoptou o documento intitulado Declaração de Santa Catarina do Fogo, norteador das actividades futuras:


 

A - Questões Internacionais de interesse para Cabo Verde


 

No Mundo contemporâneo, fenómenos dos mais diversos têm estado ao correr, um pouco por toda a parte, com intervalos tão curtos e com consequências tão imprevisíveis. A criatividade Humana tem estado a inundar o Mundo de maravilhas. Paradoxalmente, estamos vivendo num Mundo simultaneamente de maravilhas e de incertezas, de dimensão nunca antes experimentada.


 

Cada vez mais, cada ser humano deverá preparar-se convenientemente talvez não só para

prever os acontecimentos, mas sobretudo para compreendê-los e com eles conviver com responsabilidade.

 

Com efeito, o Mundo está em permanente transformação e o equilíbrio necessário e possível alcançar-se-á, seguramente, mas poderá haver ainda um período relativamente longo de turbulências, indefinições,imprecisões, inquietações, etc;


 

Nós, militantes do PAICV, neste Mundo cada vez mais sem fronteiras,sobretudo no domínio da comunicação, devemos tentar saber compreender,da melhor forma possível, os fenómenos sociais, ambientais, económicos,políticos, tecnológicos, etc, que constituem o quotidiano daHumanidade. Este nobre desejo reclama de cada um de nós uma constantepreparação e partilha de ideias.

 

Os militantes se comprometem, por isso, a ser parte permanente das soluções dos diversos problemas, na perspectiva de construção de um Mundo com harmonia, com progresso e com igualdade de oportunidades.


 

B - Cabo Verde, de hoje


 

Cabo Verde, se territorialmente, é o mesmo de sempre, considerando apenas a parte sólida, do ponto de vista social, económico, cultural, tecnológico, etc, transformações expressivas nele ocorreram, ditando que, hoje, deixou de figurar na lista de Países Menos Avançados para passar a pertencer ao grupo de Países de Desenvolvimento Médio. Este percurso, fruto dos feitos dos Cabo-verdianos, por um lado, e da solidariedade Internacional, por outro lado, é um exemplo da positividade do pensamento dos homens destas Ilhas, sobretudo da grandiosidade da Independência Nacional.


 

Os indicadores sócio/económicos, de hoje, extremamente encorajadores, mesmo no ambiente de crise, constituem consequências dos projectos estratégicos que particularmente ao longo dos últimos dez anos se implementaram em quase cada um dos cantos das nove ilhas habitadas.


 

Se é certo que ainda enfrentamos desafios relacionados com a pobreza / miséria e outros males sociais, aliás comuns à humanidade inteira, embora em proporção diferenciada, também é verdade que Cabo Verde, hoje, é um espaço com mais e melhores oportunidades, com mais ambições e com ousadas realizações. É um país que se constrói, com segurança, perspectivando sempre melhores condições devida às suas gentes. Há infra-estruturas construídas nos diversos domínios, mas a garantia da dignidade humana é a centralidade da

acção Governativa. Cabo Verde se desenvolve, salvaguardando a dinâmica da integração social.


 

Os militantes se regozijam com os feitos sucessivos desenvolvidos pelo Governo suportado pelo PAICV, considerando:


- o impacto positivo na vida dos Cabo-verdianos, particularmente nas camadas mais desfavorecidas;

- o reforço de solidariedade / amizade com Países / Instituições parceiras do desenvolvimento de Cabo Verde;

- a modernização do sistema de Administração Pública;

- o esforço gigantesco para implementação do programa alargado de solidariedade social;

- o avanço tecnológico que, gradualmente, vem sendo introduzido no domínio do conhecimento;

- o pioneirismo na mobilização de recursos hídricos;

- a implementação do projecto Universidade Pública de Cabo Verde;

- a modernização das infra-estruturas estratégicas – económicas, sociais, etc.


 

Os militantes, devidamente motivados, reconhecendo as mais valias Governativas nos últimos dez anos, assumem o firme compromisso do reforço dos trabalhos político – partidários, na perspectiva de CaboVerde poder continuar a desenvolver-se com a capacidade criativa dos Governantes do PAICV.


 

C - Fogo no contexto Cabo-verdiano


 

Fogo é uma Ilha com particularidades e potencialidades. A singularidade cultural, gastronómica, geográfica, económica, social,etc., para além de ser uma riqueza, constitui um desafio permanente. A valorização das potencialidades da Ilha se diminuiu, no passado, pelo facto de, desde sempre, este espaço ter sido considerado como prioritariamente de vocação agrícola. É verdade que a agricultura tem o seu espaço privilegiado nesta Ilha, mas este sector não diminuiu o mérito das outras riquezas existentes – cultural, turística, pesca, pequena industria, novas tecnologias, etc. – que aliás, agora, se evidenciam e se complementam.


 

Hoje, há um olhar realmente mais compreensivo e mais justo para esta Ilha. Obras de 1990 – aeroporto e porto – estão sendo corrigidas e simultaneamente iniciativas estratégicas estão em curso e/ou previstas. Para breve, a Ilha do Fogo terá um Centro de Formação Profissional dos mais emblemáticos em Cabo Verde. A infra-estrutura viária principal(cerca de 130 Kms) está em vias de ser asfaltada. A Ilha toda encontra-se praticamente iluminada. As redes de água vêm cruzando valese montanhas para chegarem às casas das famílias. Há mais oportunidade cultural e solidariedade social.


 

O sinal evidente da consolidação do processo de transformação daIlha é o grau crescente da sua atractividade. Há cada vez mais operadores económicos a se interessarem por esta llha.

 

Neste momento, Fogo faz parte das Ilhas mais atractiva de CaboVerde. Vamos avançando, a par e passo, mas seguro e constantemente. Esta Ilha atractiva, hoje, deve ser também competitiva proximamente.

 

Consequentemente, os militantes ao se regozijarem com os avanços extraordinários alcançados, solidarizando-se, por isso, com todos os feitos do Governo do PAICV, também apelam que da agenda Governativa para Fogo constem:


 

- energias renováveis;

- mobilização dos recursos hídricos a quota mais elevada e/ou ordenamento das ribeiras, com construção de açudes para aproveitamento das águas pluviais;

- criação de um pólo universitário;

- construção progressiva do aeroporto internacional.


 

D - Desafios político - partidários a serem assumidos pelo PAICV - Fogo


 

Com a adopção dos novos Estatutos, nova realidade organizativa partidária se implementou.

Às estruturas existentes – grupos de base, Conselho de Sector –criou-se a região partidária. Esta realidade organizativa partidária coincide também com o actual desenho do circulo eleitoral.  Consequentemente, do ponto de vista da organização partidária e no que concerne ao círculo eleitoral, independentemente de eventuais dinâmicas diferenciadas existentes em cada um dos Conselhos do Sector, a estratégia partidária é a nível da Ilha. O todo será determinante e o local prioridade.


 

Cada uma das partes integrantes deve:


 

- consolidar a sua capacidade organizativa;

- reforçar a coesão entre os militantes;

- abrir-se à sociedade civil;

- estabelecer relações privilegiadas com estruturas horizontais e verticais do Partido;

- ter iniciativas criativas úteis à melhoria crescente de imagem do Partido.


 

PAICV – Fogo tem cultura de vitória, que deverá ser reforçada permanentemente. A responsabilidade compete a todos e cada um individualmente. Nesta matéria, não há dirigentes e não dirigentes Partidários. Todos são activistas Partidários, cada um exercendo a sua influência no seu local de residência, nas suas vizinhanças, nos círculos de amizade, etc. O objectivo é fazer com que Fogo seja uma das regiões Partidárias mais fortes de cabo Verde. Temos uma boa base e énecessário, contudo, continuar a trabalhá-la cada vez mais

profissionalmente.


 

Os militantes assumiram, por isso, o compromisso de continuar a trabalhar para que:

 

- todos os militantes, amigos, simpatizantes, próximos do partido estejam em condições, nos termos da lei, de exercer o direito decidadania política;

- PAICV – Fogo reforce a liderança em termo de simpatia junto da sociedade foguense;

- haja crescimento constante da família do PAICV- Fogo;

- a vitória do PAICV - Fogo nas legislativas de 2011 seja mais expressiva da que nas precedentes.


 

E - Organização de actividades relacionadas com “5 de Julho”


 

Trata-se de uma data histórica, que colocou Cabo Verde na senda das Nações livres e independentes. Com os frutos da Independência -conquistas sociais, económicas, políticas, etc – obviamente que o orgulho Cabo-verdiano deve ser maior e, por isso, esta data de liberdade primeira e principal deve ser sempre evocada e comemorada com pompas e circunstâncias.

 

Deve ser ocasião para polivalência de iniciativas – culturais, recreativas, desportivas, políticas, de desenvolvimento, etc, de uma forma descentralizada e concentrada. O momento deve ser aproveitado para reconfirmar o peso político partidário do PAICV- Fogo.

 

Os militantes reunidos, orgulhosos do percurso Cabo-verdiano pós –independência e particularmente das gigantescas obras idealizadas e implementadas pelo Governo do PAICV, nos últimos dez anos, decidem apoiar na concretização dos seguintes eventos:

 

- animação cultural descentralizada virada para criação, jovens e adultos, com envolvimento sobretudo do sector da Educação;

 

- organização de fóruns /palestras sobre temas diversos (história evalores do Partido, Problemática Ambiental, Fogo, hoje e amanhã, etc);

 

- organização de um mega – encontro, no Partido, com todos os militantes.


 

Consideraram os militantes que este encontro das estruturas doPartido – Região, Conselho de Sector, Secretários /Coordenadores do grupo de base – acabou por ser um verdadeiro fórum de produção de ideias para reforço da coesão do partido. Deverá ser repetido para abordagem de questões outras, como por exemplo, reflexão sobre listas para legislativas, Presidenciais, etc.


 

Feito em Stª Catarina, aos 13 de Junho de 2010

Categories: Noticias, Manduco

Post a Comment

Oops!

Oops, you forgot something.

Oops!

The words you entered did not match the given text. Please try again.

Already a member? Sign In

8 Comments

Reply Jotajota
02:45 AM on June 16, 2010 
A declaração que promete sair pela culatra dos dirigentes da CPR do PAI na ilha do Fogo
Reply Amilcar Cabral
02:34 AM on June 16, 2010 
Comparemos a actuação dos Presidentes das Câmaras, dos Vereadores, dos Políticos da ilha com o que dizia Amilcar Cabral, ainda nas matas da Guiné-Bissau:

?...não podemos permitir que alguns camaradas militantes ou responsáveis levem uma vida de facilidades e cometam actos que são incorrectos, diante de nós mesmo, diante do nosso povo, diante da África e do mundo.?
?...neste Partido temos evitado ao máximo tudo quanto seja submeter as pessoas umas às outras, fazer que uns sejam servidores de outros. Desde a primeira hora eu disse o seguinte: nós não queremos criados não queremos servidores, não queremos rapazes para mandar em ninguém. Nós queremos homens, camaradas conscientes, camaradas nossos, capazes de levantar a cabeça diante de nós, de discutir com respeito, como deve ser. Queremos homens e mulheres conscientes, de cabeça levantada, e temos lutado duro contra toda a tendência de dirigentes ou de responsáveis de fazer os rapazinhos andar atrás deles, de fazer outros responsáveis que estão debaixo das suas ordens como se fossem os seus meninos de recados.?
?...a tendência de alguns camaradas é a seguinte: um comissário político, por exemplo, vê um rapazinho bom militante; em vez de o ajudar, para ele entender mais, para avançar mais, faz dele o menino de recados, porque é esperto, vai rapidamente; se lhe der uma coisa para guardar, guarda bem; e, então, dá-lhe o seu saco de roupas, para ele guardar, em vez de fazer dele um quadro de valor para a nossa terra. Ou então: aparece uma rapariga, esperta, mais ou menos bonita, em vez de a ajudar, dar-lhe a mão para avançar, para ser enfermeira, ser professora, para ir estudar, para ser uma boa militante, ou qualquer outra coisa, não, faz dela sua amante; porque é muito bonita e deve ser para ele.?
?...alguns têm utilizado a autoridade do Partido para servirem a sua barriga, os seus vícios, as suas conveniências. Isso tem que acabar.?
?...temos que ter o cuidado de desmascarar todos os oportunistas no nosso meio, todos os mentirosos, todos os cobardes, todo aquele que falta à linha do nosso Partido. Temos que ter coragem de tomar as nossas responsabilidades sobre os nossos ombros, cada um de nós, jovens responsáveis ou dirigentes do nosso Partido. Temos que ter coragem de nos olhar, olhos nos olhos, porque o nosso Partido só pode ser dirigido por homens ou mulheres que não mentem, que não baixam os olhos diante de ninguém.?
?...há um filme de que eu nunca me esqueço...era uma vez um rapazinho que foi educado num colégio qualquer de padres e que acreditava muito em milagres. Não conhecia nada da vida, porque fez a sua vida no colégio e saiu de lá homem, com vinte e um anos. Todas as injustiças que ele verificava, eram um mal; não entendia que havia dum lado a miséria, gente que sofre, e do outro os ricos. Mas ele conseguiu encontrar uma pomba que fazia milagres. E então, porque o seu pensamento estava ligado ao sofrimento dos outros, resolveu fazer tudo para ajudar os outros, para não haver fome, nem frio, para todos terem casas para morar, para cada um realizar os seus desejos; ele não pensou em si mesmo, mas pedia à pomba para fazer milagres para os outros. Então a pomba apareceu-lhe e sentou-se na sua mão. Ele disse: ?«pomba, dá casas para aqueles pobres,» ?e apareceram as casas com tudo, dentro delas. «Dá comida àqueles famintos», e aparecia a comida, boa comida. Chamava mesmo as pessoas para perguntar o que é que queriam, e dava. Até o dia em que arranjou a sua namorada e sentou-se com ela. A namorada pedia-lhe uma coisa e ele dava. Outra gente dizia que também queria, mas ele não tinha tempo, agora era só para a namorada. Repentinamente a pomba voou, foi-se embora. Acabaram-se os milagres e tudo o que ele tinha feito como milagre tornou a desaparecer, mesmo ainda com a pomba na mão os milagres acabaram. Ele já não podia fazer nada pelos outros, porque só pensava na sua bajuda, na sua barriga?.

ESTA É UMA GRANDE LIÇÃO. NA MEDIDA EM QUE SOMOS CAPAZES DE PENSAR NOS PROBLEMAS COMUNS, NOS PROBLEMAS DO NOSSO POVO, DA NOSSA GENTE, PONDO NO DEVIDO NÍVEL OS NOSSOS PROBLEMAS PESSOAIS E, SE NECESSÁRIO, SACRIFICANDO OS INTERESSES PESSOAIS, SOMOS CAPAZES DE FAZER MILAGRES.

Assim devem ser todos os dirigentes, responsáveis e militantes do nosso grande Partido, ao serviço da liberdade e do progresso do nosso povo, dizia AMILCAR CABRAL?.
Reply Amilcar Cabral
02:32 AM on June 16, 2010 
Estes problemas, tem essência na vaidade dos políticos da ilha que, em vez de divulgar os bons valores, promovem a mentira, o servilismo, o compadrio!

Dizer que ?OS DIAS DE HOJE, FOGO FAZ PARTE DAS ILHAS MAIS ATRACTIVAS DE CABO VERDE E A CPR REGOZIJA-SE COM OS AVANÇOS ALCANÇADOS? é uma aberração, uma vergonha!

... ?APELAR AO GOVERNO O AGENDAMENTO DE ACÇÕES COMO AS ENERGIAS RENOVÁVEIS, A MOBILIZAÇÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS A QUOTA MAIS ELEVADA E/OU ORDENAMENTO DAS RIBEIRAS, COM CONSTRUÇÃO DE AÇUDES PARA APROVEITAMENTO DAS ÁGUAS PLUVIAIS, A CRIAÇÃO DE UM PÓLO UNIVERSITÁRIO E A CONSTRUÇÃO PROGRESSIVA DO AEROPORTO INTERNACIONAL.? é confirmar que o Fogo está mal!
O Fogo está mal, em todos os sentidos.
Reply Amilcar Cabral
02:22 AM on June 16, 2010 
... extrato da Declaração da CPR do PAICV...
?A Comissão Politica Regional do Fogo do PAICV considera existir nos dias de hoje um olhar mais compreensivo e mais justo para com a Ilha do Fogo. Após analisar a situação da ilha do Fogo no contexto Nacional, a CPR aponta como argumentos a implementação de um conjunto de infra-estruturas indispensáveis ao processo de desenvolvimento, como a ampliação do porto, extensão do aeródromo, a construção do centro de formação profissional, a rede viária, electrificação rural e a extensão da rede de abastecimento de água.?

?Nos dias de hoje, Fogo faz parte das ilhas mais atractivas de Cabo Verde e a CPR regozija-se com os avanços alcançados e apela ao governo o agendamento de acções como as energias renováveis, a mobilização dos recursos hídricos a quota mais elevada e/ou ordenamento das ribeiras, com construção de açudes para aproveitamento das águas pluviais, a criação de um pólo universitário e a construção progressiva do aeroporto internacional.?

Como se pode acreditar que a a CPR do PAICV não está a mentir à população do Fogo, quando não consegue ver que os problemas do Fogo são estruturantes que, sem a sua resolução a ilha não tem como crescer/desenvolver ?!?

Quem não acredita, vá ao Fogo ver que:
*O porto e o aeroporto é uma vergonha;
*A electrificação rural é ainda baixa e lá onde existe luz não há emprego, portanto não há dinheiro para pagar pelo consumo de electricidade;
*Não existem redes de esgotos na ilha nas zonas urbanas e no campo a população recorre aos montes e vales e ao pedregulho, pois não dispõe de casas de banho e papel higiénico;
*Não existe infraestruturas de retenção da água das chuvas e as cisternas que antigamente existiam foram abandonadas, encheram-se de lamas e vão desaparecendo aos poucos;
*Os furos são são escassos e situam perto do mar, exigindo bombagens a custos elevados para as regiões mais altas não tem acesso água;
*As estradas existentes são de má qualidade, de trajecto difícil;
*As zonas com potencialidades agrícolas e turísticas continuam por desencravar;
*Os sectores económicos são subdesenvolvidos e desintegrados;
* Não existem infraestruturas para o sector das pescas, sendo os povoados de vocação pesqueira onde existem maiores taxas de pobreza;
* As populações do meio rural vivem na miséria, muitos não conseguem satisfazer as necessidades básicas;
*Os investimentos públicos são limitados ou nunca chegam e há mais de 10 anos que se espera pela circular do Fogo, pelo hospital nos Mosteiros; pelo Liceu em Cova Figueira, entre outras realizações;
*Os privados são quase inexistentes, sendo que na década de 80 haviam mais destribuidores ?comerciantes? tanto em São Filipe, como em Santa Catarina do Fogo e Mosteiros;
*As ligações marítimas com exterior da ilha que foi há 10 anos melhorada tornou-se hoje uma miragem.
Reply Manuel
11:48 PM on June 15, 2010 
Numa ilha tão pequena, com tão poucos militantes partidários, tanto do lado do partido na oposição, como na situação, parece-nos que não é razoável o PAICV estar a lançar foguetes quando realiza uma reunião sem a participação dos representantes do "Conselho do Sector dos Mosteiros, apesar de previamente concertada e devidamente convocado". Os responsáveis partidários, a nivel nacional, devem, sem complexos, sem o espirito protecionista para com alguns, diga-se, ?um grupinho? reunir os responsáveis pelo partido na ilha do Fogo e tentar resolver os graves problemas internos. Problemas esses que poderão vir a ser decisivos ou mortíferos nas eleições que se avizinham, dependendo da forma como virem a ser geridos, até o final deste ano, o mais tardar. O PAI não pode nem deve ser o covil de uns poucos, teimosos e incompetentes! Tem que ser um partido de diálogo e de inovação!
Reply Tiago
02:34 PM on June 15, 2010 
De facto esse Brandão é ganancioso pelo dinheiro e ele não tem necessidade de solicitar bolsa à Camara Municipal de S. Filipe. Ele tem uma casa na Praia arrendada, tem um salário de cerca de 150.000$00 mês no GDR, tem subsídio de renda de casa 10.000$00 mês, tem cerca de 70.000$00 na luta contra a pobreza e tem ainda vários biscaites. Já é uma pouca vergonha dele e espero que ele vaí rennunciar brevemente alguns desses beneces. Sem maldade. No entanto Josezinho de Rotcha. Se há corrupção que denuncie e citar casos concretos. A ausência do Sector dos Mosteiros cabe o Dr. Júlio Correia explicar porquê deu ordem ao menino Tomé para não participar, caso o Fernandinho estivesse presente certamente a participação dos Mosteiros seria uma realidade.
Reply Manduco
02:25 PM on June 15, 2010 
Josezinho de Rocha, evite usar o nome de pessoas neste tipo decomentarios.
Reply Josezinho de Rocha
12:49 PM on June 15, 2010 
O Encontro devia ser usado também para discutir muitos aspectos dentro do PAICV no Fogo como por ex: Ausencia do sector do PAICV dos Mosteiros, enriqecimento rápido dos primeiros secretários do Partido no Fogo e de outros militantes afectos a este partido, tramoia e corrupção entre as associações comunitarias e as camaras municipais do Fogo, compra de bilhete de Identidade dos cidadaos nas vesperas da eleições, manipulação da consciencia dos cidadãos, distribuição de dinheiro que irá começar daqui a pouco, bolsa de Estudo para filha de Brandão por parte da Camara municipal de São Filipe, entre outros. No Fogo sabemos que o povo vai vos aceitar, mas na Praia, Sao Vicente, Santa Catarina de Santiago, Porto Novo, Ribeira Grande Sal, Boa Vista, essas manobras nao terão efeitos positivos, muito pelo contrario. Pouca Vergonha, propaganda, dseonestidade, enriqucimento rapido de alguns individuos são elementos que caracteriam estes ultimos dez anos