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Isto, espero eu que não seja nem manduco nem manducada, talvez seja um contributo ao Manduco.Net que cada dia mais gosto e aprecio depois das ultimas articulações e comentários de foguenses que despertaram das cinzas deste seu interregno, talvez seja uma manducada bem merecida, por tantas “lombadas” que não foram levadas a sério. Como é sabido a população do Fogo tem sofrido desde o primeiro dia da sua liberdade graças ao abandono que o PAIGC/CV a marcou, basta ver o Vale dos Cavaleiros a cidade de S.Filipe até os aeródromos de S.Filipe e dos Mosteiros feitos e defeitos, graves e gravíssimos, só salvando zonas rurais que produziam e vendiam mais para dignificação da Liberdade. Alguma esperança renovada em 1989 com a possibilidade do PAICV admitir o multipartidarismo. Coitado do Fogo. Foi a ilha baluarte do PAICV, e por isso não caiu na graça do MpD, que vingou nos seus mandatos deixando os foguenses que ansiavam o progresso a resmungar de ilharga. A prova mais elementar para isso foi quando os gritos da Natureza soaram em 1995, a todos os cantos do Mundo sem serem ouvidos na capital. Havia dois voos regulares na altura via Mosteiros, mas por discordâncias parvas e incompreensíveis um único voo foi efectuado cerca de 12 horas depois quando normalmente poderia ser seis horas , ao amanhecer. Estou muito grato ao Destino por ser um dos poucos a sobrevoar a única população desolada que era a minha. Cheguei primeiro que qualquer jornalista da capital, porque não havia motivação para tal, ou alguma indicação superior. As notícias foram tão escassas que parti o meu rádio receptor. Tudo isso passou, seguidos das maiores trapalhadas hoje esquecidas sem ao menos nenhum ai nem ui dos responsáveis quando Chã das Caldeiras foi apontada como zona de alto risco, e a população desalojada em Setembro de 1996 sob pressão do governo , conivência da Câmara de S. Filipe, e o silêncio do PAICV, apesar de Chã das Caldeiras ser a zona com mais percentagens de paicevistas. Jamais serão reparados os danos causados por esta atitude. Como diz o poeta “só quem dor igual tenha sofrido pode medir a minha mágoa atroz” Chã das Caldeiras já era uma zona com mais de mil habitantes com muitos anos de existência com as suas raízes devido á sua localização e isolamento tinha uma cultura própria. A eles não perguntaram nada e não ouviu uma única voz, que os ajudasse a vencer aquela luta com o Gigante e arrogante Governo do Mpd, nem mesmo o PAICV que eles tanto defenderam, construindo assim o Baluarte do PAICV. Por mais estranho que pareça meses depois foi construído um Hotel - Pedra Brabo a Escola Primária o Posto Sanitário e outras infraestruturas que foram abandonadas pelas entidades competentes. Embora fiquei satisfeito mas agravado de todos aqueles que podiam e deviam fazer alguma coisa. Digo com toda certeza que nos entremeios houve quem aproveitasse disso, fazendo grandes negócios tipo Freeport e por isso fico sempre desconfiado. Apesar de nunca desejar o desaparecimento de qualquer aglomerado populacional, estranho que seja dado relevância a Monte Mendes aglomerado onde nem sequer houve uma infra-estrutura do Estado. Mas hoje Monte Mendes faz parte de Santa Catarina e vejo com bons olhos a atitude dos seus cidadãos através das suas análises e comentários a um tratamento igual. Só espero que como disse o outro não seja por querelas político- partidárias que nos põem a realçar isto ou aquilo. Sendo assim acho louvável e pertinente a questão levantada pelo Sr. Napoleão e os respectivos comentários. Como ele mesmo disse o Tempo mudou e nós mudámos com ele. Devemos é mudar as nossas atitudes de ontem, frente a questões tão importantes do nosso espaço. Abraços a todos os Foguenses e muita força.
Categories: Danilo Fontes
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