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É simplesmente lindo o pôr-do-sol nas ilhas, onde, na linha do horizonte, a ardente bola de fogo se vai fazendo pouco até desaparecer por completo, dando lugar à típica noite calma, para as longas horas de descanso bem desejado e merecido do povo, após um dia inteiro de trabalho árduo.
Usando de certa prosopopeia, pode-se dizer que o sol nasce no Fogo e morre na Brava. Até nisto as duas ilhas são indissociáveis, partilhando dessa essência da Natureza, na ordem natural das coisas.
A beleza cativante de um pôr-do-sol é-lhe inerente, mas convenhamos que quando se lhe associa o mar, o horizonte... tudo muda de figura e o que se vê é tão encantador mesmo para quem o assiste todos os dias e o ache singelo, pois que a imagem e a envoltura toda é de uma sublimidade incomparável. O crepúsculo vespertino inspira hino e infunde poesia num final de dia de tom doirado, que começa do tecto dos céus e encerra no horizonte. O mar também herda a cor que lhe está por cima, mas por uns instantes, ressaltando ainda mais à vista de quem, ufano, pode desfrutar da singular e efêmera magia que a Natureza tão sabiamente protagoniza.
Categories: Filipe Fonseca Silva
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