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28 Abril 2010
O foguete deu o aviso e o pilão já bate em São Filipe. O ritual é público e constitui um verdadeiro espectáculo de cântico, dança e rituais ancestrais. À volta de um pilão, onde se colocam, em geral, três mulheres a pilar o milho num ritmo cadenciado, postam-se vários outros intervenientes que compõem o corpo de uma verdadeira orquestra de precursão.
Mas a festa da bandeira já vai rija desde o último fim-de-semana, com o baile de violino no Hotel Xaguate, em homenagem ao violinista Diniz Dias da Fonseca, o patriarca da família que este ano tem a bandeira de Nho São Filipe - o festeiro. Para o dia 29 está previsto um outro concerto de violino na Casa da Bandeira, no coração da cidade de São Filipe.
A festeira Ana Maria Fonseca Almada diz que a bandeira deste ano tem um simbolismo particular, pois também vai ser uma homenagem póstuma ao pai Diniz Dias da Fonseca.
Diniz Dias da Fonseca morreu com um desejo íntimo por realizar: ser o patrono de uma das festas da Bandeira de São Filipe. E a sua família cumpre por estes dias o seu desejo, dando a São Filipe uma das maiores festas de sempre.
Para quinta-feira está previsto o lançamento do livro “As memórias do meu Pai”, história de vida de Dinis Dias Fonseca, à noite acontece um concerto de violino na Casa das Bandeiras.
O ponto alto da festa acontece no dia 30, com a matança de animais logo ao amanhecer e tudo termina num almoço tradicional na Casa das Bandeiras, o almoço dos Cavaleiros no dia 01 de Maio.
Juntam-se à festa o fogo de artificio e outras inovações que, de ano para ano, atraem a atenção de centenas de emigrantes, muitos turistas e cabo-verdianos de todos os cantos de Cabo verde e da diáspora, fazendo da bela, limpa e sui generis cidade de São Filipe um dos maiores palcos de animação cultural e desportiva do país.
Nicolau Centeio
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