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No meu entender, acho que o governo do PAICV vem fazendo nestes últimos tempos um esforço enorme para desbloquear as verbas, bem como outros expedientes burocráticos para o efeito da iniciação da obra do Anel Rodoviário na ilha do Fogo.
Ainda, no nosso achar das coisas, faltam aos políticos e outras representatividades da ilha inteirar e pressionar a empresa MALTAURO a cumprir suas obrigações no tempo estabelicido.
Em muitos casos as empresas não gastam as verbas destinadas às construções, apresentando, às vezes,trabalho de pouca qualidade e, mais do que isso, podem, através de outros lobbies, desviar e/ou enviabilizar o projecto para outras paragens, ficando assim o destinatário a ver o navio no alto mar.

Para quem está interessado em analizar as desculpas esfarrapadas e tecnicamente mal sustentada, pode entre linhas entender, conforme algumas declarações, publicado por JR(inforpress):
“(...) As obras do troço de estrada que liga São Filipe a Mosteiros, via norte, arrancaram, com prioridade, devido a maior interferência da rede da água no troço entre a cidade de São Filipe a vila de Cova Figueira. De acordo com as negociações estabuladas entre a empresa Aguabrava e a Direcção-geral das Infra-estruturas, vai-se proceder a substituição de toda a tubagem da rede de adução de água (norte e sul), numa extensão de cerca de 70quilómetros.Maltauro – SPA, que deverá adquirir toda a tubagem e acessórios necessários para a rede, devendo a Aguabrava entrar com a mão-de-obra para o assentamento da tubagem.
Além dos 110 a 115 mil contos que serão investidos no sector da água, há que adicionar os montantes a serem investidos nas redes de electricidade e de comunicações que ainda não estão contabilizados, mas que irão encarecer as obras do circular da ilha do Fogo, orçado em cerca de 4 milhões de contos ”.
Como podem ver o Anel caiu na água e, para isso, terá que precisar de electricidade para ser chapada e/ou então “djodjado”.
Napoleão Vieira Andrade
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