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CAMARA DE SANTA CATARINAS E AS ASSOCIACOES

Posted by Nicolau Centeio on February 26, 2010 at 8:11 AM

A pergunta que se põe é esta Será que a Câmara de Santa Catarina do Fogo pretende monopolizar Associações comunitárias?


Pelas acções e pelo andar da carruagem ésem duvida uma intenção política do Presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina do Fogo, João Aqueleu Amado e dos seus vereadores Monopolizar as Associações comunitárias do concelho. Basta não aceitar as suas opiniões que lhe escurraçam. Mas não passa de uma mera intenção, dado que as organizações sabem andar com seus próprios pés sem se debruçar sobre qualquer ideia ou convicção politica, mas sim debruçar sobre uma ideia desenvolvimentista das localidades e do concelho em particular. Mas em nome da Associação Promoção Desenvolvimento Comunitário Montado Nacional “ Cabeça Fundão”, garanto que tanto o presidente como os eleitos municipais não irão conseguir tal proeza com a nossa organização.

 


Para informar que em nome da Associação Promoção Desenvolvimento Comunitário Montado Nacional “ Cabeça Fundão” que é uma entidade de direito privado, dotada de personalidade jurídica e caracterizada pelo agrupamento de pessoas para a realização e consecução de objectivos e ideais comuns, sem finalidade lucrativa. E tem diversos objectivos definidos:


A zona de Cabeça Fundão é considerada hoje uma das zonas mais pobres do concelho de Santa Catarina em termos de recursos financeiros, mas não em termos de recursos humanos. A localidade é e será por enquanto como espelho da sociedade Santa Catarinense em vários sentidos. O local reflecte grande parte das contradições, desigualdades e injustiças que se verificam no concelho, mas reflecte também a capacidade das pessoas locais, que trabalham condignamente para sobreviverem sem esperar nem pegar dos outros.


 É o espelho no qual poucos desejam mirar-se em termos de oportunidades. Aocontrário, todos desejam passar bem longe, e se isso for possível. Não por culpa dos moradores, mas sim por culpa dos sucessivos governos e as câmaras municipais. É tida como uma localidade que milhares de pessoas não escolheriam para morar, mas quem habita lá sentem-se orgulhoso por fazer parte de uma comunidade, mesmo pobre, mas com pessoas honestas, compreensivas e sobretudo batalhadoras e que tem uma meta a atingir. Com muita luta e labuta de qualquer maneira, os problemas permanecem e continuam e devem ser superadas com esforço.


A única fonte de rendimento no local é extraída da terra e com criação de animais. Uma das poucas coisas e a melhor quese fizeram lá é a criação de uma Associação Comunitária de Desenvolvimento de Montado Nacional “Cabeça Fundão”. No entanto é vista como uma forma de solucionar vários problemas, imediata, é verdade, porém de uma forma muito maisr espeitosa, perene e verdadeira. Os colaboradores trabalham com a comunidadepor uma organização auto-suficiente, orientada pela certeza de que o homem deveser mais que mero sobrevivente, deve ser pleno e consciente, capaz de reflectire transformar sabiamente sua realidade.


A organização de Cabeça Fundão ao seu trabalho e graças a exploração de inertes vinha segurando o ganha pão de três chefes de famílias e tantos outros alunos que caminhavam para o estudo nas escolas secundarias da ilha e do país e tantos outros problemas daquela comunidade, desde construções, reparação de domicílios etc. Mas que pena! Uma decisão infeliz numa reunião da Câmara Municipal de Santa Catarina do Fogo decidiram assumir a gestão da exploração da “jorra”. Os moradores os alunos os beneficiários ficaram de mãos a abanar, porque? Interesse. Esta é a resposta certa. 


Tivemos conhecimento, através dacomunicação social, (desrespeitosamente digo, porque somos uma instituição com sede própria e com endereços fixos onde qualquer conhecimento deveria chegar a tempo e de forma condigna) que "A gestão da exploração da"jorra", material utilizado na construção civil, passa a ser assumida directamente pela Câmara Municipal (CM) de Santa Catarina (Fogo), a partir deMarço 2010. E que se trata da forma encontrada para corrigir aquilo a que as autoridades camarárias locais chamam "indisciplina" dos interessados na exploração desse inerte.  


Numa explicação do senhor presidente da Câmara municipal de Santa Catarina do Fogo, João Aqueleu Amado disse “que com atransferência da gestão em causa para a Câmara pretende-se igualmente disciplinar a exploração, única forma de evitar a destruição da paisagem local,uma zona turística situada a entrada de Chã de Caldeiras e que necessita ser valorizada.Para tal a Câmara já identificou sítio alternativo à exploração de"jorra" no município de Santa Catarina, nomeadamente a zona de Monte Preto de Baluarte, mas a extracção fica dependente do estudo de impacto ambiental e da construção do acesso ao local".

 A pergunta que se coloca. Será que com a gestão da jorra por parte da Câmara irá evitar a destruição da paisagem local? Ou será que a Câmara irá repor toda jorra já vendida no local? Com que razão à Camara Municipal pretende tornar-se o dono dessa "empresa" de exploração de "jorra"?


Mas no entender da Associação a Câmara deve ser um regulador, apoiante de liberalização de micro "empresas",sendo esta, única e/ou senão umas das existentes em Santa Catarina. A Câmara Municipal deve criar as condições, apoiar as iniciativas privadas e,nunca provocar bloqueios e/ou tentativa de monopólio.


Pergunto à Câmara Municipal durante todos estes anos, desde comissão instaladora até a Câmara Municipal o que ele fez para esta comunidade? Eu mesmo respondo nada, absolutamente nada. Mas vejamos descritivamente o que a Associação de Cabeça Fundão fez ao longo dos anos,contando sempre com a colaboração e financiamento das várias instituições privadas e publicas no país não contando com a referida autarquia é claro,porque não teve capacidade suficiente.


Fundada em Junho de 1996 na localidadede Cabeça Fundão a ASSOCIAÇAO DESENVOLVIMENTO COMUNITARIA MONTADO NACIONAL“Cabeça Fundão”. Gerida durante dez anos pelo fundador e primeiro presidente da organização, Germano Fonseca Centeio teve e fez coisas importantes para o desenvolvimento daquela comunidade.

A partir de Junho de 2007 até então,Nicolau Centeio assumiu as rédeas da Associação como presidente, graças ao financiamento do governo Cabo-verdiano, a Associação desenvolveu seguintes actividades no quadro do Projecto PRNF e Comissão Regional de Parceiros:

 

1.     Estrada que liga Casa Branca a placa desportiva (tb construída pela Associação com financiamento da Câmara Municipal de São Filipe)

 

2.     Construção demurro de protecção cerca de 1km que liga Casa Branca a Placa desportiva (financiamento Projectos dos recursos Naturais do Fogo, PRNF).

 

3.     Construção de6 currais

 

4.     Construção de6 queijarias

 

5.     Construção deum reservatório de 200 metros cúbicos

 

6.     Construção de10 cisternas familiares

 

7.     Construção de viveiro

 

8.     Fixação anual de cinco mil plantas frutíferas

 

9.     Fixação anualde 2 mil plantas endémicas para reflorestação

 

10.  Construçãode duas moradias sociais

 

11.  Construção de 8 casas de banho

 

12.  Melhoria de infra-estruturas publicas existente nolocal

 

13.  Melhoria de domicílios

 

14.  Formação aos jovens em varias áreas, sensibilizaçãoda população em vários aspectos

 

15.  Promoção assídua das actividades culturais edesportivas etc.….

 

Não vou mais enumerar o que esta organização tem feito e continua a fazer para o bem desta comunidade que agora entra numa “briga” com a edilidade Santacatarinense. De referir que uma das moradias construídas no local em que o presidente da Câmara ordenou a sua demolição deixando a proprietária e seus filhos na rua, garantindo-lhes quenuma semana a casa estaria feito, mas a proprietária e seus filhos dormiram quase um ano numa cozinha que não tinha mínimas condições. Vendo esta situaçãoa Associação assumiu a construção da casa que hoje aquela senhora la se encontra habitada… 


Pode-se dizer claramente que durante estes dois anos fizemos muito e ajudamos o municipio de Santacatarina a desenvolver-se. Ajudamos a Autarquia solucionar os seus principais problemas que é desemprego. Empregando durante os ultimos tres anos cerca de trinta chefes de familias diário e não só naquela comunidade. Graças a esta organizaçao é que a Camara de Santa Catarina nao teve gente de Cabeça Fundão a pedir "chatear" o edil.


Mas afirmo confiantemente que dei e continuarei a dar a minha luta em prol do desenvolvimento do concelho de Santa Catarina em particular da minha localidade, queira ou nao, porque sou um municipe enpenhado no desenvolvimento do meu municipio



 

Prometo que haverá mais detalhes sobre o referido tema brevemente…

 

Cabeça Fundão, 26 de Fevereiro de 2010

 


Categories: Artigos

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6 Comments

Reply TAMBARINADURO
06:49 PM on March 14, 2010
Pelos dados apontados Germano Centeio e Nicolau Centeio ja fizeram muito.
Reply ARBA
01:30 PM on March 03, 2010
Praia, 03 Março - O Primeiro Ministro, José Maria Neves, inaugura, este domingo, as obras reabilitadas e asfaltadas do troço de estrada Cruz Grande/Calhetona, que liga os municípios de Santa Catarina e São Miguel, interior da Ilha de Santiago.

A reabilitação desta infra-estrutura rodoviária está orçada em cerca de 387 mil contos, financiados pelo primeiro pacote do Millennium Challenge Account para Cabo Verde, revelou a Inforpress.

Os trabalhos de asfaltagem, drenagem e sinalização da referida estrada, com uma extensão de 14 quilómetros, estiveram a cargo da empresa Monte Adriano
Reply Remoaldo Cardoso
02:56 PM on February 26, 2010
M'sta de acordo cu comentario do Sr. Napoleao.

Y m'kria fazeba un pergunta: Si mentira, ou cuzas qui otus ca sta di acordu, ta resolve problema total ou em parte e nes aspetu, na maioria, pamodi qui mentira (...) tinha qui serba verdadi? E suma storia di capitalismo e comunismo, oji, na mundu: Midjor e ca quel qui ta resolve problema colectiva? Ou midjor e quel qui uns ta riquise e otus ta in pobrese? Es e nha curiosidadi.
Reply paulo pina
12:01 PM on February 26, 2010
es e um polemica k sta bem da txeu k papia inda pmd ora k doz parti ki ta fra sta ku msm interesse sta ku konflito, algo tb ka sta dretu...un ta pensa ma camara debe kria condicoes pa privados pode liberta camara de certos encargos, ki propi ka ta fika bem, um camara sta a frente, pa ivita sertus mal entendidus...a nao ser k ka tem kenha ki sta dispostu assumil y assumil ku garantia de ajuda pa desenvolvimento sustentavel e pa interesse de comunidade,o k pa dados ki du tem li, es associacao tem fetu txeu y bons trabadjus nes comunidade ...ta spera k td ta fika dretu...
bom trabadju amigo Nicolau!! e presizu coragem pa denuncia situasoes k du ta pensa ka sta dretu...dja passa tempo PIDE...liberdade de expressao....
PARABENS!!!
Reply ARBA
11:12 AM on February 26, 2010
Si Aquileu dja cansa, antan el pidi sai antis el cria prublema na PAICV na Santa Catrina.Se mintidas dja caba. Tudu arguen sta xatiadu quel pamodi el pensa ma el e Re. Ago povu dja rabortia, so cu ngana pidi ileisan anticipadu.
Quel tatica quel usaba dja ca bali mas. El fica comu mintrozu y disonestu cu ses camaradas.
Djan xinti ma cabu sta mariadu
Tixau
Reply NAPOLEAO
10:58 AM on February 26, 2010
Uma Camara Municipal que inspira na vontade democrática deve ter um espírito empreendedor, regulador dos bens públicos e, sobretudo, promotor das iniciativas privadas.
Não conheço profundamente os meandros desta polémica, mas o articulista, segundo dados apontados esta ajudando a Camara Municipal a resolver problema de desemprego.
Continue amigo, porque só juntos, unidos no amor à terra e não na pregação de ódio, conseguiremos combater arrogância, vaidades inúteis e a ignorância política.
No XII Congresso do PAICV o Presidente do PAICV, Dr. Jose Maria Neves alertou aos incautos da politica que devem ter "os pés bem fincados no chão" para trabalhar lado a lado com os membros da comunidade e lembrar sempre da nossa origem social.
Força jovem de Cabeça Fundão, lugar que muitos não queriam viver, mas que por destino e/ou sorte teremos que ama-la como aldeia de Santa Catarina.
Façamos politica com ética e espiritualismo, para que amanhã ao sairmos, possamos deixar o reflexo da "Boa Governação".
Sejamos menos conflituosos para que Chã de Caldeiras, Cabeça Fundão e outras tantas zonas queridas de Santa Catarina venham ouvir com atenção as orientações de seus filhos que lutam nas universidades para servi-la sem pretensão pessoal.
Levantem jovens, e santacatarinenses, para uma luta que é vossa e não de ninguém. Levantem!!!
Juntos, para Novos Tempos e Novas Respostas, venceremos os desafios da nossa aldeia, vila, cidade, ilha, Cabo-verde e o mundo!