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A pergunta que se põe é esta Será que a Câmara de Santa Catarina do Fogo pretende monopolizar Associações comunitárias?
Pelas acções e pelo andar da carruagem ésem duvida uma intenção política do Presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina do Fogo, João Aqueleu Amado e dos seus vereadores Monopolizar as Associações comunitárias do concelho. Basta não aceitar as suas opiniões que lhe escurraçam. Mas não passa de uma mera intenção, dado que as organizações sabem andar com seus próprios pés sem se debruçar sobre qualquer ideia ou convicção politica, mas sim debruçar sobre uma ideia desenvolvimentista das localidades e do concelho em particular. Mas em nome da Associação Promoção Desenvolvimento Comunitário Montado Nacional “ Cabeça Fundão”, garanto que tanto o presidente como os eleitos municipais não irão conseguir tal proeza com a nossa organização.
Para informar que em nome da Associação Promoção Desenvolvimento Comunitário Montado Nacional “ Cabeça Fundão” que é uma entidade de direito privado, dotada de personalidade jurídica e caracterizada pelo agrupamento de pessoas para a realização e consecução de objectivos e ideais comuns, sem finalidade lucrativa. E tem diversos objectivos definidos:
A zona de Cabeça Fundão é considerada hoje uma das zonas mais pobres do concelho de Santa Catarina em termos de recursos financeiros, mas não em termos de recursos humanos. A localidade é e será por enquanto como espelho da sociedade Santa Catarinense em vários sentidos. O local reflecte grande parte das contradições, desigualdades e injustiças que se verificam no concelho, mas reflecte também a capacidade das pessoas locais, que trabalham condignamente para sobreviverem sem esperar nem pegar dos outros.
É o espelho no qual poucos desejam mirar-se em termos de oportunidades. Aocontrário, todos desejam passar bem longe, e se isso for possível. Não por culpa dos moradores, mas sim por culpa dos sucessivos governos e as câmaras municipais. É tida como uma localidade que milhares de pessoas não escolheriam para morar, mas quem habita lá sentem-se orgulhoso por fazer parte de uma comunidade, mesmo pobre, mas com pessoas honestas, compreensivas e sobretudo batalhadoras e que tem uma meta a atingir. Com muita luta e labuta de qualquer maneira, os problemas permanecem e continuam e devem ser superadas com esforço.
A única fonte de rendimento no local é extraída da terra e com criação de animais. Uma das poucas coisas e a melhor quese fizeram lá é a criação de uma Associação Comunitária de Desenvolvimento de Montado Nacional “Cabeça Fundão”. No entanto é vista como uma forma de solucionar vários problemas, imediata, é verdade, porém de uma forma muito maisr espeitosa, perene e verdadeira. Os colaboradores trabalham com a comunidadepor uma organização auto-suficiente, orientada pela certeza de que o homem deveser mais que mero sobrevivente, deve ser pleno e consciente, capaz de reflectire transformar sabiamente sua realidade.
A organização de Cabeça Fundão ao seu trabalho e graças a exploração de inertes vinha segurando o ganha pão de três chefes de famílias e tantos outros alunos que caminhavam para o estudo nas escolas secundarias da ilha e do país e tantos outros problemas daquela comunidade, desde construções, reparação de domicílios etc. Mas que pena! Uma decisão infeliz numa reunião da Câmara Municipal de Santa Catarina do Fogo decidiram assumir a gestão da exploração da “jorra”. Os moradores os alunos os beneficiários ficaram de mãos a abanar, porque? Interesse. Esta é a resposta certa.
Tivemos conhecimento, através dacomunicação social, (desrespeitosamente digo, porque somos uma instituição com sede própria e com endereços fixos onde qualquer conhecimento deveria chegar a tempo e de forma condigna) que "A gestão da exploração da"jorra", material utilizado na construção civil, passa a ser assumida directamente pela Câmara Municipal (CM) de Santa Catarina (Fogo), a partir deMarço 2010. E que se trata da forma encontrada para corrigir aquilo a que as autoridades camarárias locais chamam "indisciplina" dos interessados na exploração desse inerte.
Numa explicação do senhor presidente da Câmara municipal de Santa Catarina do Fogo, João Aqueleu Amado disse “que com atransferência da gestão em causa para a Câmara pretende-se igualmente disciplinar a exploração, única forma de evitar a destruição da paisagem local,uma zona turística situada a entrada de Chã de Caldeiras e que necessita ser valorizada.Para tal a Câmara já identificou sítio alternativo à exploração de"jorra" no município de Santa Catarina, nomeadamente a zona de Monte Preto de Baluarte, mas a extracção fica dependente do estudo de impacto ambiental e da construção do acesso ao local".
A pergunta que se coloca. Será que com a gestão da jorra por parte da Câmara irá evitar a destruição da paisagem local? Ou será que a Câmara irá repor toda jorra já vendida no local? Com que razão à Camara Municipal pretende tornar-se o dono dessa "empresa" de exploração de "jorra"?
Mas no entender da Associação a Câmara deve ser um regulador, apoiante de liberalização de micro "empresas",sendo esta, única e/ou senão umas das existentes em Santa Catarina. A Câmara Municipal deve criar as condições, apoiar as iniciativas privadas e,nunca provocar bloqueios e/ou tentativa de monopólio.
Pergunto à Câmara Municipal durante todos estes anos, desde comissão instaladora até a Câmara Municipal o que ele fez para esta comunidade? Eu mesmo respondo nada, absolutamente nada. Mas vejamos descritivamente o que a Associação de Cabeça Fundão fez ao longo dos anos,contando sempre com a colaboração e financiamento das várias instituições privadas e publicas no país não contando com a referida autarquia é claro,porque não teve capacidade suficiente.
Fundada em Junho de 1996 na localidadede Cabeça Fundão a ASSOCIAÇAO DESENVOLVIMENTO COMUNITARIA MONTADO NACIONAL“Cabeça Fundão”. Gerida durante dez anos pelo fundador e primeiro presidente da organização, Germano Fonseca Centeio teve e fez coisas importantes para o desenvolvimento daquela comunidade.
A partir de Junho de 2007 até então,Nicolau Centeio assumiu as rédeas da Associação como presidente, graças ao financiamento do governo Cabo-verdiano, a Associação desenvolveu seguintes actividades no quadro do Projecto PRNF e Comissão Regional de Parceiros:
1. Estrada que liga Casa Branca a placa desportiva (tb construída pela Associação com financiamento da Câmara Municipal de São Filipe)
2. Construção demurro de protecção cerca de 1km que liga Casa Branca a Placa desportiva (financiamento Projectos dos recursos Naturais do Fogo, PRNF).
3. Construção de6 currais
4. Construção de6 queijarias
5. Construção deum reservatório de 200 metros cúbicos
6. Construção de10 cisternas familiares
7. Construção de viveiro
8. Fixação anual de cinco mil plantas frutíferas
9. Fixação anualde 2 mil plantas endémicas para reflorestação
10. Construçãode duas moradias sociais
11. Construção de 8 casas de banho
12. Melhoria de infra-estruturas publicas existente nolocal
13. Melhoria de domicílios
14. Formação aos jovens em varias áreas, sensibilizaçãoda população em vários aspectos
15. Promoção assídua das actividades culturais edesportivas etc.….
Não vou mais enumerar o que esta organização tem feito e continua a fazer para o bem desta comunidade que agora entra numa “briga” com a edilidade Santacatarinense. De referir que uma das moradias construídas no local em que o presidente da Câmara ordenou a sua demolição deixando a proprietária e seus filhos na rua, garantindo-lhes quenuma semana a casa estaria feito, mas a proprietária e seus filhos dormiram quase um ano numa cozinha que não tinha mínimas condições. Vendo esta situaçãoa Associação assumiu a construção da casa que hoje aquela senhora la se encontra habitada…
Pode-se dizer claramente que durante estes dois anos fizemos muito e ajudamos o municipio de Santacatarina a desenvolver-se. Ajudamos a Autarquia solucionar os seus principais problemas que é desemprego. Empregando durante os ultimos tres anos cerca de trinta chefes de familias diário e não só naquela comunidade. Graças a esta organizaçao é que a Camara de Santa Catarina nao teve gente de Cabeça Fundão a pedir "chatear" o edil.
Mas afirmo confiantemente que dei e continuarei a dar a minha luta em prol do desenvolvimento do concelho de Santa Catarina em particular da minha localidade, queira ou nao, porque sou um municipe enpenhado no desenvolvimento do meu municipio
Prometo que haverá mais detalhes sobre o referido tema brevemente…
Cabeça Fundão, 26 de Fevereiro de 2010
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