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Beijos, abraços (…),
Segredar doce aos ouvidos
São gestos que destruiram
As saudades - de há um ano
Que parecia um século.
Tudo foi passando…
Esquecido e convertido
Na euforia…
O tempo, a fronteira,
Pareceram não mais ter.
Unidos no mesmo ideal,
Enfilando o mesmo exército,
Lá fomos trabalhando,
Lutando…
E á sexta,
Com destinos diferentes,
Sem descriminização de sexos
Divertiamos
Contando partidas.
Beber, brincar,
Confidenciar ás escuras,
foi agenda das horas livres.
O tempo foi passando
Devagar
E com ele tudo.
Foi assim,
Que tudo terminou:
As lágrimas de alegria
Fundiram-se em lágrimas
De tristeza
A hora da partida.
Os beijos e os abraços
Foram esquecidos
E convertidos em acenos distantes
De quem ia partir
E ficar…
Até um dia…
Por: R. Kardozu
16 de Dezembro de 1981
Tarrafal - Santiago
Categories: Poemas, Remoaldo Cardoso