|
|
Se acreditasses que por ti sofria,
que nem consigo ver a luz do dia (!)...
Se soubesses que por tanto te querer,
me deixo sufocar para não dar a entender (!)...
Que a tristeza do amor doi,
que o desespero... a dor... destroi...
Que a minha alma a luz fechei
só para pensar o quanto te amei...
As vezes, até tento evitar
deixar o nosso amor pernumbrar
quer atempado ou no ou ao luar
não posso evitar esse madrugar.
Esta dor...
A que não tem mais como sangrar
a dor que é tanto, só por ti amar
não preciso (nunca) te enganar
porque de nada, nada vou-me desfrutar.
Este amor...
O que por ti aturar ja demostrei
que és a mulher que sempre sonhei
muito embora não haveria um dia
que os teus actos me não furtariam a alegria.
Confesso que...
Sou Homem (!), sendo-o, não sou perfeito,
não sou Deus, ou Diabo, pelos meus efeitos
confesso que, sou um ser sem preconceitos
e como tal, deveria, ter vertudes e defeitos.
E dai?...
Tome-me “assim” nos teus braços,
ou me deixe marchar ao meu cadafalso.
Por:R.Kardozu - Abril de 2003
Categories: Poemas, Remoaldo Cardoso