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O sangue verde
de esperança,
nas minhas veias caducas,
agora
transformado
num vermelho coagulado,
pela angustia
no peito meu
ancorado.
Jovens patricios,
retratos da infancia
minha longinqua,
em carcaças
putridas e ambulantes,
de armas em punho,
pelas ruas
feitas inferno,
quedando inertes
sem vida,
asfixiando
meu ultimo
desejo crioulo,
de ver florir
o povo que amo tanto!
No outono
da minha vida,
o coagulado
nao me fina,
mas violencia me sufoca,
e angustia me consome!
Categories: Poemas, Tambarinaduro