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Em cada aperto de mão
Em cada palavra de consolação
Em cada um há paixão
Para desmanchucar um coração.
A amizade é um mistério
Ela pode ser até um milagre
Que não tem lei, nem critério
É a magia que - verdade! - nos vira alegre.
Não tem fim, não tem começo
Não tem pressa ou preço, acontece
Do nada, algures, não tem espaço
Pode estragar, mas nunca apodrece.
Ela nos abona sempre a alegria
Quer na dor, ou na euforia
É algo que de zero se cria
Num ápice, de noite ou… dia.
A amizade é forro…
É música que se ouve em côro
No passado, no presente, é ouro
Que no futuro faz da vida um tesouro.
Como amizade não há igual
É bonansa depois do temporal
É amor - a justeza que não tem preço
Por isso merece todo o nosso apreço.
Ela nos faz sorrir sem ironia
Nos anima, nos encoraja ao sucesso
É ela que nos guia, nos oiça e ilogia
Na amargura nos da conforto e enlaço.
A amizade é tudo, é o mundo afinal
É pérola, é jóia, é coisa sem igual
É cúmulo cúpido a conquistar
É trofêu pelo que devemos lutar.
A amizade é tudo bom omisso
Deve ser mútuo o compromisso
De se dar sem esperar receber
Para fazer esse valor prevalencer
A amizade é princípio, é fim do mundo
É riqueza até para um vagabundo
Que por des-sorte se faz um imundo
E com a amizade se torna um meigo fecundo.
Por: R.Kardozu - Julho/1997
Categories: Poemas, Remoaldo Cardoso