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Jorge Nogueira, o Politico de 2009

Posted by Kaka on January 31, 2010 at 10:06 PM

 

Ninguém duvida de que o Fogo conheceu, no ano de 2009, movimentações ao redor de algumas obras que começaram a aparecer. Em todos nós, surgiu aquela espécie de satisfação e o renovar, mais uma vez, da esperança e das expectativa em relação à nossa ilha. Houve uma intensa movimentação politica, desde o ano de 2007, que pressionou o arranque das prometidas obras para o Fogo. Ninguém duvida que muitos, de formas diversas, se empenharam nesse esforço.

 

No ano de 2007 notou-se intensas e diversas acções politicas que se prolongaram ate o ano de 2009 e, directa ou indirectamente, tiveram impacto no arranque de algumas realizações no Fogo. Para isso, reconhecemos o empenho dos políticos foguenses nas diversas esferas em que actuam e nas diferente fileiras em que se posicionam. Destacamos o safanão de Luís Pires ao PAICV e a tal entrevista de Júlio Correia ao jornal Asemana, juntando-se, ainda, as tradicionais e constantes criticas da oposição, na voz do solitário deputado Jorge Nogueira, como os fenómenos importantes que desafiaram uma certa acalmia e relativa resignação que havia reinado por alguns anos.

 

Já em 2008, ano da eleição, Luís Pires confirma o seu posicionamento e abala os estabelecimentos do PAICV. O partido vê-se perante uma real ameaça que influencia o surgimento de uma nova estratégia do partido e do governo para a ilha. A resposta vai ser o dar ouvido às reivindicações que os foguenses têm feito. Ao mesmo tempo, as vozes da oposição não param. As criticas continuam com as mesmas incidências. Quanto aos partidários do poder, se as actividades não foram tão visíveis, acreditamos que fizeram um trabalho fundamental. Tanto antes, como depois das eleições, as suas acções tornaram-se de cariz mais pedagógico, concentrando-se em acções nos bastidores. Foi esse o papel dos que estavam no governo, do de Júlio Correia e de outros deputados.

 

Tambem, facilmente se pode inferir do papel que Eugénio Veiga, com todas as suas capacidades e qualidades, teria desempenhado. Assim também, terão sido as conexões encetadas pelos representantes do novel município de Santa Catarina, como muitas vezes testemunhamos. Fernandinho Teixeira, um exímio interprete social e das aspirações do povo, preferiu actuar pedagogicamente, como deixou expresso aqui, na entrevista que amoravelmente concedeu a este site.

 

Por outro lado, nem o mais desatento dos foguenses será capaz de ignorar o que o deputado Jorge Nogueira tem feito durante todo esse tempo. Não queremos fazer o juízo de valor sobre a qualidade e a quantidade do trabalhado prestado, porque acreditamos, como ficou dito, que cada um, conforme as circunstancias em que esta inserido, terá feito o seu melhor, embora, Jorge Nogueira tenha sido dos rostos mais visíveis.

 

Se alguém duvida que Jorge Nogueira tenha sido a cara mais visível, nós, pelo menos, não duvidamos. A sua presença aqui no manduco tem sido regular, o que se depreende que tem procurado os meios para, com os foguenses, debater os problemas da ilha. Isto deve ter resultado por viver no Fogo e viver o Fogo; falar o Fogo e falar do Fogo e por isso, como alguns, pode entender bem o que nós queremos. Reconhecemos uma incursão do deputado Júlio Correia e a total disponibilidade de Fernandinho Teixeira, e agradecemos ainda mais, pelo facto de terem pouca disponibilidade devido a funções que desempenham.

 

Posto isto, realçamos que se por um lado, Luís Pires fez estremecer os alicerces do PAICV, provocando uma pequena revolução que “vitaminou” o partido, por outro, Eugénio Veiga solidificou-se e ganhou pontos ao mostrar credenciais. Esses dois puseram a ilha em ebulição, entretanto, Jorge Nogueira nunca se coibiu de por os dedos nas feridas da ilha. Mas, diferente dos dois, Jorge Nogueira, pelas razões ja apontadas, tem sido, aqui no manduco, um fenómeno de gentileza, caracterizado pela sua acutilância e disponibilidade que não deixa ninguém indiferente. Com essas razões, nada nos impede de vê-lo como o politico foguense do ano de 2009.

 

Cláudio Fonseca

 

 

Categories: Artigos, Claudio Fonseca (Khacka)

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1 Comment

Reply Remoaldo Cardoso
06:43 PM on February 09, 2010
Jorge Nogueira, merece essa (tua) simpatia e elogiu. Não e só em sua participação no Manduco, mas também, na Ilha do fogo (onde quase sozinho), meteu ambrolho nos sapatos do Presidente da Camara, que apesar de (dizerem ser) serio, nao fez o que a ilha mereceu. Coragem, jorge Nogueira! Para a ilha do Fogo, tens um batalhao bem grande: Todos nos, na Ilha, em CV e na diaspora.