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AGRESSÃO POLICIAL

Posted by Jorge Nogueira at 09:17 AM on January 27, 2010

CONFERENCIA DE IMPRENSA

O Movimento para a Democracia convocou a Imprensa para denunciar e condenar, veemente, a prisão, a agressão e os maus tratos infligidos ao Senhor Luís Alves, Coordenador Concelhio do MpD nos Mosteiros e Professor do EBI, pelo Chefe da Esquadra local e mais dois agentes.

 

Com efeito, no dia 20 de Janeiro, devido a um problema banal de trânsito, o veículo do Senhor Luís Alves foi repentinamente cercado pelo Chefe da Esquadra, Senhor Justiniano Moreno, e mais um grupo de cinco agentes.

 

Apresentados os documentos solicitados, foi mandado descer do carro e foi algemado, carregado e atirado, desamparadamente, para a caixa do veiculo da policia e conduzido à esquadra policial local, porque o Chefe da Esquadra entendeu que demorou a entregar um dos documentos exigidos, tudo perante o olhar incrédulo de muitos presentes.

 

  

 

Na esquadra o Senhor Luís foi violentamente agredido pelo Chefe da Esquadra e os Agentes Silverinho e André, provocando-lhe várias lesões, conforme se vê de fotos e do auto de exame directo realizado no Centro de Saúde, ficando estatelado no chão da cela a gritar por socorro. Os elementos da polícia não ligaram ao seu pedido de ajuda e nem fizeram caso dos pedidos de outros três detidos, presos nessa noite, que encontraram o Senhor Luís desmaiado na cela.

 

Na manhã seguinte, face ao lastimável estado do seu rosto, não libertaram o detido Luís e nem o apresentaram ao Tribunal. Colocaram-no no quintal, onde passou boa parte do tempo a vomitar. Vendo que não melhorava, acabaram por o levar para o Centro de Saúde, por volta das 15 horas.

 

Tratado como um criminoso de alta perigosidade, durante o internamento ficou vigiado por dois agentes, um dos quais sentado numa cadeira à sua cabeceira donde só saiu, para ficar à porta, quando o médico, expressamente, não lhe permitiu ali continuar. Na manhã seguinte foi reconduzido para a esquadra cercado por três agentes, sendo um de cada lado e o terceiro atrás. Para maior humilhação e para um total vexame, foi algemado e seguiram a pé, tendo sido encaminhado de forma a passar junto à Telecom e a atravessar a praça, a fim de que todos pudessem ver o criminoso Coordenador do MpD a ir para a cadeia.

 

Quer no Centro de Saúde quer na esquadra pediu para falar com familiares e com um advogado mas recusaram-lhe o pedido e o ameaçaram. Na esquadra os outros presos lhe aconselharam a ficar calado e a não pedir nada, pois poderia ser agredido novamente.

 

Tratou-se de um acto abominável de perseguição política. O Chefe da Esquadra não escondeu isso quando na polícia, a dada altura, disse ao Senhor Luís que ele tinha sido colocado como chefe da polícia nos Mosteiros “pa bem cába cu quês bocadinho de mpd que fica li”.

 

Todos se recordam das graves denuncias feitas pelo Senhor Nilton Rodrigues, candidato do MpD às autárquicas de 2008, acusando esse Chefe de Esquadra de prender sistematicamente, de forma abusiva e ilegal, os militantes do MpD sempre que houvesse qualquer desentendimento com os do Paicv. A acusação mais grave foi a do Chefe de Esquadra ter andado, pessoalmente, na manhã das eleições, a prender alguns dos principais lideres locais do MpD, sem qualquer acusação ou motivo, soltando-os depois da votação.

No dia 22, o MpD, através do seu Secretário-geral, contactou o Senhor Ministro da Administração Interna para denunciar factos tão graves e mostrar o seu desagrado pelo sucedido com o seu Coordenador Concelhio. Daquele governante ouviu que não tinha conhecimento do que se tinha passado mas garantiu que iria inteirar-se dos mesmos e contactaria o MpD.

 

Passados quatro dias, ainda o MpD não tem qualquer explicação ou informação do Governo. Ou porque não quis, entendendo que não deve explicações a ninguém, ou porque, perante factos tão graves, não encontrou qualquer justificação a dar.

 

O MpD e os cabo-verdianos vêem assim na prática, uma vez mais, a qualidade da democracia de que o Governo do Paicv tanto fala.

 

O Senhor Primeiro Ministro, que nos discursos sobre o seu Cabo Verde virtual tanto tem falado das liberdades, igualdades e direitos dos cidadãos e do enorme respeito que diz existir pela oposição, irá precisar de muito holofotes da comunicação social para continuar a branquear tantas violações aos mais elementares direitos, legais e constitucionais, dos cidadãos.

 

Os militantes, simpatizantes e amigos do MpD e a população cabo-verdiana não podem se intimidar perante quaisquer ameaças, vindas de onde vierem, que tentem coarctar-lhes o direito de se filiarem e expressarem livremente a sua opção político-partidária.

 

O MpD irá acompanhar, a par e passo, todas as tentativas de intimidação e discriminação que sabe irão acontecer cada vez mais, agora que, para o Paicv, a campanha começou, já que o Senhor José Maria Neves tem por hábito, violando a lei, declarar a campanha aberta um ano antes das eleições.

 

Não poderia deixar de terminar essa conferência sem me referir a algumas palavras proferidas na abertura do Congresso do Paicv pelo Senhor José Maria Neves, de punhos cerrados e a tremer, para fazer a plateia acreditar na veracidade das suas afirmações: “A democracia exige liberdade de dissenso e direito à palavra, requer a participação e controle do exercício do poder. “… nestas ilhas não há lugar a autoritarismos e a discriminação política”.

 

Veja-se a distância entre o discurso e a prática.

 

JORGE NOGUEIRA

DEPUTADO NACIONAL DO MpD

Categories: Artigos

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2 Comments

Reply Remoaldo Cardoso
11:30 AM on January 28, 2010
Afoga-se em um copo de àgua. Demonstrando a rixa entre gentes do MpD e PAICV. Até, como que nem de Fogo são.Mesmo sem investigar o caso, se culpem os deuses.Como que a justiça, depende sobremaneira, de como uns tratam os outros, se não forem da mesma afiliação politica.Há que haver testimunhos e há que haver justiça. E eu fico a espera de quem tem a razão. Porque, nem por pensar, acho que o Chefe da Esquadra, a não ser se está a falhar de juizo, faria coisa desse genero.
Reply TAMBARINADURO
08:41 PM on January 27, 2010
Gostaria de ouvir o outro lado antes de pronunciar. Os hematomas presentes nao parecem ser causados por espancamento policial.

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Em Breve: Um Fabuloso Trabalho

 

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  • "Espero que o meu ex-professor e amigo pessoal, pessoa que de muito valores nao leva em considera??o deste peseudo-aluno que todos n?s j? sabemos que ?. Professor Alberto Nao ? c..."
    Jose Pedro Lopes
  • "nhos da-n nobidadi di anl rodoviariu. Inda nada?"
    Priokupadu
  • "Olha senhor professor. Quem fez a maior divis?o no mundo foi a tua religi?o. "
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