|
|
http://www.serenatascuritiba.com.br/fotos/uploads/FOTOSERENATAGRUPO_400_VIOLINOS.jpg" style="BORDER-BOTTOM: 1px solid; BORDER-LEFT: 1px solid; VERTICAL-ALIGN: bottom; BORDER-TOP: 1px solid; BORDER-RIGHT: 1px solid" />
Estamos chateados com muitos dirigentes políticos e culturais de DJARFOGO, face a mau desempenho e organização cultural na ilha do Fogo, depois da independência de Cabo-verde. Estamos contentes com a postura da ilha de Santiago, que pegou do FERRO & GAITA, instrumentos que eram tocados só nas ribeiras, tabernas e festas tradicionais restritos, para, num tom da cultura revolucionária, levá-los ao palco da Assembleia Nacional, plateias, palcos internacionais, festas e festivais de municípios de Cabo-verde.
http://www.mindelo.info/forum/album_mod/upload/ef6850693e6524817f14423bb323c13e.jpg" style="BORDER-BOTTOM: 1px solid; BORDER-LEFT: 1px solid; VERTICAL-ALIGN: bottom; BORDER-TOP: 1px solid; BORDER-RIGHT: 1px solid" />Santiaguense (badio) está de parabéns nesta luta de valorização de seus patrimónios culturais regionais, que dado aos seus impactos, transformaram-nos em valores nacionais de relevo.
Cabo-Verde tornou-se mais rico com a valorização de Tabanka, Funana, Batuku e Finason, todos, tradições típicas de Santiago, que durante algum tempo tinham sido esquecidos. Hoje, dado aos seus valores, são aceites em todas as ilhas, nos festivais e espectáculos diversos.
Com relação ao VIOLINO & VIOLÃO, tradição antiga, que ganhou simpatia do colonizador, bem como de todas as ilhas, tem decaído nos últimos tempos, face a um conjunto de factores culturais que envolveram a nova filosofia politica no campo da promoção cultural.
http://2.bp.blogspot.com/_dGG1dj-UFy8/Sh1JOlO4CQI/AAAAAAAACPQ/a0AoALRPgBc/s400/Nh%C3%B3%2BNani%2BPoster.jpg" style="BORDER-BOTTOM: 1px solid; BORDER-LEFT: 1px solid; VERTICAL-ALIGN: bottom; BORDER-TOP: 1px solid; BORDER-RIGHT: 1px solid" />Dado algumas atitudes (in)conscientes na balança cultural, houve alguma desatenção na promoção da cultura de linhagem europeia, face às de linhagem africana. Desapontado com tudo isso, porque tudo pertence a nossa mestiçagem cultural, reclamamos, desde agora, as atenções que todos merecem na identidade cabo-verdiana.
Nesta luta de promoção e de equilíbrio cultural, acabou-se por estar mais na comunicação social (rádio, televisão, jornais) e também nos projectos de governo e ONG’S a ideia de uma cultura vítima que foi o “FERRO & GAITA”, símbolos da expressão cultural do Funana, Batuku e Finason.
Nesta onda de promoção acabou-se por incluir um conjunto de programas culturais regionais, que, segundo sua dimensão actual, e com políticas tendenciosas, quer “abolir” as outras, quase, querendo dizer: cabo-verdianidade tem que passar pela abolição da cultura de linhagem portuguesa (europeia) e assimilação total das que tem linhagem africana.
Neste processo tido como REVOLUCIONÁRIO, inclui também o famoso ALUPEC como uma agenda cultural regional para travar a luta da CLARIDADE que tem a mesma ligação com o VIOLINO & VIOLÃO.
Não é por acaso que se contesta a Claridade e seu Alfabeto Lusófono. Esta corrente regional vê com sentimento de vítima a história da claridade, seu alfabeto como coisa ligada ao português. Vê de igual modo o VIOLINO & VIOLÃO como coisas ligadas ao português.
Afinal, donde viemos e para onde vamos?
Dizíamos que os cabo-verdianos vieram de um mundo multicontinental e pluriracial, oriundos de cabelos loiros, crespos, olhos azuis, verdes, castanhos e pretos.
Por isso, nossa cultura é tão diversificada e precisa de cuidados que merecem uma nação mestiça.
Não tem dúvida que as ilhas de Santiago e Fogo foram historicamente pioneiros do povoamento das restantes ilhas.
Sabemos que existiam/ existem (?) duas correntes moderadas da “etnia” em Cabo-verde e que por falta de estudo de ciências sociais mais aprofundados não assumem a denominação do “ Badio” – grupo “étnico” de escravo que conviveram entre si durante tempos no seu território separado e o “Sampadjudo” – grupo “étnico” de mistura de português e escravo que conviveram durante tempos num território aberto por todas as ilhas.
Se Santiago é o berço de “Badio”, Fogo é o berço de “Sampadjudo”, donde partiu o povoamento de S. Vicente e o alastramento deste conceito por restantes ilhas.
Este conceito, aqui exposto, é uma reflexão simples e que merece estudos mais aprofundado, sem preconceitos de quem é o mais cabo-verdiano e nem quem é o melhor.
Já é tempo de tratarmos com algum cuidado a nossa mestiçagem e valorizar o cabo-verdiano donde ele vier.
Existe a mesma realidade do “ Badio e “Sampadjudo” nos dias de hoje? Com a comunicação, contactos interactivos, laços matrimoniais, missões de serviços do estado entre as ilhas, poderá falar numa linhagem de correntes “étnicas” Badio e Sampadjudo actualmente? Existe aquele “Badio” que muitos reclamam existir actualmente? Existe “Badio” e “Sampadjudo” atualmente?
Continua...
Napoleão Andrade
Categories: Napoleao Andrade, Artigos
The words you entered did not match the given text. Please try again.
Oops!
Oops, you forgot something.