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Lucílio F. Alves
Universidade de Fortaleza – BRASIL
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Naturalidade: Cabo Verde, Freguesia de Santa Catarina Ilha do Fogo, Monte Vermelho
Fogo na Formação da Sua Classe dos que Apreciam Bons Vinhos
O prêmio Nobel da Medicina A. Fremming, dizia que a penicilina cura os homens, mas é o vinho que os torna felizes. Apesar de possuir uma rica e longa história, os vinhos demoraram a aparecer de forma consistente no nosso país, felizmente há alguns anos, devido a algumas empresas importadoras e ao aumento da divulgação e da região produtora (Chã das Caldeiras) os vinhos passaram a espalhar-se pelo País. E somente na Ilha do Fogo, numa dos mais altos pontos do País recebe a cultura vinifera. Os fatores que estão fazendo o consumo do vinho aumentassem no nosso País.
Só agora que estamos descobrindo toda a magia e a beleza que estão por traz da degustação desse famoso (o vinho), que tem sua origem supostamente na região que hoje compreende Irã, por volta de 3000 a.C.
Em Cabo Verde a principal região produtora de vinho está concentrada na Ilha do Fogo na Zona de Chã das Caldeiras conhecida como zona do Vulcão, nessa região já produz algumas variedades de vinho, e com algumas pesquisas feitas na região a Freguesia de Santa Catarina é um dos pólos Nacionais de produção do famoso Manecon.
Apesar do notável crescimento dos últimos anos, Cabo Verde, se comparado a países como Chile, Argentina, Brasil, ainda esta iniciando a sua trajetória de consumo de vinho, contribuindo para isso são os fatores de ordem histórica e biológica. Para fazer frente a esses países, Cabo Verde (Fogo, Chã das Caldeiras), quem sabe uma produção no vinho de Espumas, a grande aposta para o clima na região de Chã das Caldeiras pode está voltado a esse tipo de produção. Vários especialistas e pesquisadores consideram que o vinho Espumante é um dos melhores do mundo, até se chega a comparar com o famoso champagnes Franceses.
Na Ilha do Fogo o aumento de pequenas e grandes empresas e de profissionais e especialistas em vinhos vem contribuindo para a formação de uma cultura do vinho, prova disso é o crescimento de cerca de mais de 30% no consumo registrado a partir do ano 2000 a 2009, o que aumentou também foi os números de pessoas que se reúnem em grupos a propósito de beber apreciar e estudar o vinho do Fogo.
Questiona sobre a barreira de custo relativamente elevado que o vinho carrega na sua história, não acredito na popularização do vinho, mas defendo que haja uma maior divulgação e conhecimento da bebida, é como a música clássica, o vinho não deve ser popular, mas sim ter seus acessos democratizados para formamos bons apreciadores nos bons momentos comemorativos.
Creio que a crise financeira mundial não venha causar maior impacto na escala que ocorre de uma forma ascendente na Ilha do Fogo, em Cabo Verde e no mundo inteiro, o objetivo é fazer com que a cultura do vinho chegue também aos jovens. Apesar de ser uma bebida alcoólica, o vinho não visa à embriaguês, mas sim a um caráter de confraternização social.
Fica então a dica não é nem necessário dizer que se você quiser entrar no mundo do vinho do Fogo (Manecon), deve apreciá-lo com moderação. Lembrando para os que tiveram interesse em aprofundar mais e ter um conhecimento sobre o vinho do Fogo, podem entrar em contato com os produtores de Chã das Caldeiras, empresários e comerciantes e também tem sites e informações pela internet.
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