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Ilha do Fogo: Cultura, Gentes e Vivencias

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A Nossa Divida Cultural

Posted by Kaka on April 17, 2011 at 1:29 PM

Vivemos num mundo onde os meios tradicionais de comunicação se aliam às novas possibilidades que internet traz para exercerem um poder cada vez mais determinante na educação e formação. No sentido contrario, a escola e a família vão-se experimentando algumas limitações das suas influencias. Estamos perante um mundo globalizado, onde os fundamentos das identidades nacionais e locais se sujeitam a esses poderes cada vez mais autoritários.

 

Assim, a simbiose cultural é cada vez mais intensa. No entanto, os povos e culturas com fraco domínio dos instrumentos de promoção e divulgação cultural, sofrem uma intensa e constante aculturação por parte dos que dominam estes mesmos meios e instrumentos. Essa simbiose não enriquece porque não há uma troca de valores e experiências, mas sim, uma imposição lenta e profunda com danos na cultura que recebe.

 

Nesse sufoco, os jovens das culturas  sujeitas a essas influencias constantes vivem e vão-se formando em meio de confusões e de desvios à sua própria identidade, o que acaba por prejudicar a sua afirmação e adaptabilidade às diversidades do mundo. Quando a juventude não se reconhece, as dificuldades são maiores para o sucesso, e o futuro do povo ganha, assim, mais uma ameaça.

 

Infelizmente, a nossa amada ilha do Fogo nao conseguiu, atraves do tempo, munir-se de instrumentos capazes de lhe permitir uma difusao intensa dos seus/nossos valores culturais, situando-se, desta forma, no grupo dos povos deficitarios no caso de intercambios culturais, não só no conceito universal, como também no nacional. Importa-nos, agora, ver essa relacção do Fogo no contexto nacional.

 

O Fogo é, seguramente como Santiago, o berço da caboverdianidade. A nossa ilha foi, como a ilha irmã, o espaço da fecundação e da gênese dos primeiros traços da caboverdianidade, da cultura e da raça crioula. Essas duas ilhas foram então, os dois focos de difusão da identidade crioula por séculos, num período em que, devido à insularidade do território e a exigüidade dos meios de comunicação, os contactos inter-ilhas eram bastante limitados. Do Fogo e de Santiago, as duas primeiras ilhas sistematicamente povoadas, se propagou durante séculos aspectos culturais importantes que se substanciam nos conceitos de "badio" e "sampadjudo".

 

Mas hoje, ao contrario do que vigorou por séculos, as tecnologias e os meios de comunicação vem provocando revoluções e invertendo esse movimento secular. O Fogo, como os povos que não tem esses meios e instrumentos de divulgação, vem sofrendo em agonia nessa simbiose do contexto actual. Neste momento, a ilha não consegue dar o contributo que lhe cabe no reforço da caboverdianidade. Os jovens começam a estar perdidos e confusos, aceitando outros valores como modelos e matrizes culturais. Esta Assumpção leva geralmente a uma avaliação negativa da riqueza patrimonial que nós temos. Nesta condição, o jovem não se valoriza porque vive envolto em preconceitos que passivamente ajudou a criar em si mesmo; o povo não enriquece porque se sente menos valorizado e capaz do que o povo que tem como modelo. Desfavorece-se, deste modo, a nossa condição de partida às aspirações individuais e colectivas que legitimamente estão apontadas no nosso futuro.

 

A solução passa por incidir melhor na educação cultural da nossa juventude, tentando dominar melhor o que nos tem escapado, mas principalmente usar eficientemente os vários meios que ainda dispomos. Quando chegar os momentos de promoção, devera ser prioritario dar vida à riqueza que temos e libertar a parte da nossa identidade que nós mesmos encarceramos. Se fizermos isso, poremos ao nosso dispor uma diversidade de apetrechos importantes para o alcance das nossas aspirações, ao mesmo tempo em que contribuiremos, como nos e devido, para o enrequecimento da caboverdianidade com valores que a nossa apatia, por décadas, tem sonegado.

 

É necessário reconhecer que, ainda, o nosso caso precisa, umbilicalmente, dos poderes públicos instituídos para a realizacao dos primeiros passos. Que toda e qualquer voz seja escutada para juntos sermos capazes de identificar e eliminar alguns gumes de orgulho que possam ter esterilizado essa possibilidade como prova de que evoluímos com o tempo e com as nossas experiências.

Categories: Artigos, Claudio Fonseca (Khacka)

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18 Comments

Reply Eurico Avelino
07:34 AM on October 03, 2011 
Envio os meus melhores comprimentos aos nossos estimados artistas.
Abraços a todos
Reply soraia
05:03 PM on May 26, 2011 
quero aprender a falar .. há algum site onde me possam ensinar ? obrigada !
Reply TAMBARINADURO
01:57 PM on April 25, 2011 
Vicente Dias, se achas que o primeiro passo a dar e lutar contra a mediocridade, entao a questao gritante que se te poe e esta: Estas a espera do que para acabares com a tua?

Tabarinaduro!
Reply Kaka
04:44 AM on April 22, 2011 
Obrigado caro amigo Felix por estas informacoes. Eu nem sabia se existia essas actividades. Uma boa iniciativa . Parabens aos organizadores.
Reply Felix Lopes
07:39 AM on April 21, 2011 
Me desculpem essas actividades realizam-se no dia 24 de Abril, no Super Rodrigo.
Reply Felix Lopes
07:38 AM on April 21, 2011 
Bom dia Káká apresento a 3ªedição do festival Super Rodrigo:
13:00 Inicio das festividades( Igreja Matriz a Super Rodrigo) acompanhado de foguetes, com Valdemiro Dias e Mané Canhobá.

14:00 Almoço e cavalhadas( Xérem com bode, mandioca,arroz, couve,etc)
15:00 Actuação do grupo / estrelas com Valdemiro Dias e coladeras.

16: Actuação do grupo musical Corda Campana.
1630- Breve historial das festas de Nhô Sanfilipe ao longo dos tempos pelo professor Fausto do Rosário.
17: Actuação do grupo colectivo do Fogo com Michel, Djoni, João,Félix,Putchota, TÓ Alves, etc.

20:00 Encerramento com fogo de artificio.
Reply Félix Lopes
06:55 AM on April 19, 2011 
Káká, os teus artigos sobre a Ilha do Fogo são relevantes a ponto de enaltecer cada vez mais a nossa querida Ilha. Bem haja Káká. Káká todo o mundo me conhece pela frontalidade como defendo à Ilha e as sua gentes, continuo a criticar a forma complexada como as autoridades da Ilha vêm matando os nossos artistas, daqui a uma semana vamos festejar mais um " Nhô Sanfilipe 2100", Káká não há nenhum artista do Fogo residente ou não que faça parte do programa, é triste e lamentável, eu continuo a dizer por que razão o nosso grande Ramiro Mendes não actua em Sanfilipe. Káká continues a escrever sobre a Ilha, cedo ou tarde alguém há te dar razão. Esse artigo mexeu com o orgulho foguense, aos nossos emigrantes na América e noutras paragens saúde e trabalho. Força meu grandioso Káká. A Ilha precisava de um deputado na emigração como tu, sei que não gostes de entrar na politica, força nha mano.
Reply ViecenteDias
02:00 PM on April 18, 2011 
Mais bla bla bla di Káka, pergunto porque nhos ca comenta artigos sobre cha das caldeiras. Káka contributo ta dado sim, mas primeiro é combater a mediocridade e que nho da defende e nho ta apoia e depois ta bem es qui nho sta screbe. Pa mim ess ca ta passa di mas um Bla bla
Reply Lucilio F. Alves
01:24 PM on July 27, 2009 
A influência cultural ja vem percorrendo a algum tempo no nosso País, principalmente na nossa Ilha do Fogo e está se alargando a cada dia que passa com uma velocidade imenssa, levando principalmente aos jovens a um desejo de mudança cultura conscientizada ao estrangeirismo esquecendo assim totalmente da nossa genese. esse é um tema de muito valor com certeza que precisa de mais atenção, para que isso funcione, com certeza precisamos de informação para pensar e refletir sobre o assunto. é preciso que a cultura chega ao jovem, e não esperar que o jovem chega na cultura.
Reply Djimmy
07:28 AM on July 19, 2009 
Olá
Em primeiro lugar quero congratular ao nosso admirável tutor da Cultura ?Kaka?, por estar sempre preocupado na defesa e preservação da cultura mãe, nós queremos simultaneamente contigo fazer parte desta equipa, e tentar levar o barco ao bom porto.
Meu irmãoes, a cultura está para um povo assim como a alma está para vida, um povo sem memória, é um povo sem destino. É muito triste quando culturas são esquecidas, transformadas, ignoradas, multiladas, é triste quando um povo não pode contar sua história. É importante ler o folclore para os nossos amigos, filhos e compatriotas, amemos dizer pra eles como cada estado, pais, tem sua vida propria, sua lingua, sua história, sua tradição.
De facto a comunicação é a fonte primaria de transmição da Cultura de qualquer povo, e como para a nossa querida Ilha esta não a abrange de uma forma generalizada, o que torna o processos de difusão e valorização bastante complexa e rediculo. pensemos e agarremos neste comboio cultural para que possamos em conjumto trazer e mostrar o que é nosso.
O comboio já vai partir, ninguem pode ficar de fora.
?Sim, nós podemos?
Hélder Lopes
Djimmy
Reply Professor do Fogo
04:07 PM on July 14, 2009 
Brilhante, meu caro. Um texto desta natureza devia ser lido e estudado nas escolas do Fogo. Devia ser publicado em todos os jornais cabo-verdianos. Seu autor, o Claudio Fonseca que tem feito um trabalho de investigação de grande mérito que tem dado um grande subsídio para o desenvolvimento da ilha, devia ser convidado pelas autoridades locais para palestras... Estão a imaginar o que é ler este texto para uma plateia de alunos do 3º Ciclo e o debate a seguir?... Tenho lido trabalhos interessantes publicados no manduco que merecem ser materia de reflexão profunda junto dos foguenses e dos decisores políticos. Porque não organizar um forum no Fogo?...
Reply Francisco Mendes
08:37 AM on July 14, 2009 
Kaka, de forma sucinta, e sem devaneios disseste a verdade nua e crua.
´
Só queria acrescentar que em 34 anos de independência, a dívida dos sucessivos governos, tanto central como municipal, em especial este último para com Djarfogo é muitíssimo grande, extravassando o campo cultural. Digo isso pensando num dito provérbio chinês que diz [se o vento soprar numa única direção, a árvore crescerá inclinada].
Pessoalmente, gostaria muito que as nossas árvores crescessem não inclinadas, mas se entretanto, tiver que assim ser, a nossa querida ilha, Djarfogo, terá que optar por algo que já é também parte importante do nosso viver caboverdiano [ta nderia ma ka ta kai].
Mantenhas!
Reply fidjo fogo
03:46 PM on July 13, 2009 
Muito bom, kaka e preciso que os filhos do Fogo tenhanm consciencia da sua realidade, acho que esta alerta ou se preferir este grito de indignacao talvez abra espaco, a reflexao dos mais jovens(vanguarda)
Reply Kaka
02:20 PM on July 13, 2009 
Ki tal Felix? N-ta spera ma tudu sta ba dretu. Bu reasaun e inpurtanti, i e kela ki ta speradu di tudu artistas di Fogo. Tudu djuntu, Djarfogu ta avansa mas, di karkel manera.
Pur akazu, i bu opiniaun sobri muzikus di Djarfogo i festas fetu na Fogo e tanbe nos priokupasan. Na mes di Marsu o Abril du skrebe un ku titulo: As Festas Municipais e a Promocao da Musica Foguense". Si bu ba na categoria "CLAUDIO FONSECA" o na ARTIGOS" bu ta atxa-l la. Otu kuza ki du sta pensa, e tenta da kunhesimentu, a ileitus di Fogu i arguns ajentis kulturias, sobri diskusaun di kuzas inpurtantis ki sta li ta pasa.
Pa-n termina, n-ta konvidabu pa bu ta vizita site, pa bu ser mas ativu i du ta agradiseba si du pode publikaba tanbe kel bu artigu. Kazu bu kre, kontata Alberto Nunes o manda nos el.
Forsa
Reply Felix Lopes
07:34 AM on July 13, 2009 
Olá amigão Káká, tenho seguido com apreço e dedicação todas as informações que o manduco.net tem debruçado sobre a nossa querida Ilha do Fogo, como estão a falar de um assunto muito importante para a afirmação de um povo e de uma Nação, achei ideal dar o meu contributo como músico e homem de cultura toda a vida ligada a Cultura. Sabem qual o motivo da nossa real cultura estar mergulhada num abismo, é porque nós da Ilha do Fogo não respeitamos aquilo que é nosso, eu não compreendo a razão do afastamento de um dos maiores músicos de Cabo Verde, o mister Ramiro Mendes, aquele abração Palonkon, dos palcos da Ilha do Fogo, nós não damos valor aquilo que é nosso, " Ai! se Ramiro Mendes fosse de Santiago ou São Vicente". Em São Vicente todos os seus artistas são mimados e elogiados, o Bau , Voginha e companhia Limitada todos os anos têm de subir o palco da Baía das Gatas. o mesmo acontecendo com Ferro Gaita na Ilha de Santiago, nós da Ilha do Fogo, tanto os residentes como aqueles que estão na diáspora temos de procurar outras alternativas para a Ilha, daí eu aproveito para convidar-vos a ler um artigo meu sobre Mosteiros e Ilha do Fogo, no Expresso das Ilhas a sair final do mês ou principio de Agosto. Um abraço musical desde Fonte Bila que neste preciso momento está a ser devastada com apanha de areia desenfreada pelos populares. Que pena! Um abraço musical a todos os músicos da Ilha do Fogo, vivos e mortos: Botista Lima, Branco Tchintchim, Minó de Mámá, Beni Pelétcha, Ernesto Nhónhó d'Amélia, Bina Manzinha, Quirino do Canto, Ramiro e João Mendes,Pépé Bana, Roy, Amadeu Fontes e Voz e Corda, Jorge e Neni Senna, Gudin e Bocarron, Nho Nani e Grupo, Breca e grupo, João de Onor e Filho, Nhô Djonzinho Alves, Kim Alves, Tó Alves, Talúlu, P Putchota, Niné Genoveva, Micel, Nelito, Nenelo e os irmãos, Valdo Barbosa, Félix Lopes, Rome Monteiro, Vargas, Mónica, Isidora, Kim Palito, Djon de Nhango, Djédjé de Maninha, Totone titino, Valdemiro e grupo, Bangainha e tantos outros, caso algum nome não fôr mencionado, as minhas desculpas.
Reply FERRO
11:07 PM on July 10, 2009 
Eu gostar de homes que sabe tcheu pa enxinar nozotus que saber menos. Eu de cultura nao entender muto cuzas, pamodes entender mais de agricultura, tambem muito bom pra criar plantas. Eu abrir cobas grandes pra semiar milho, fijon e cobas tamanhons pra plantar mandioca e batata. Cultura tambem e mondar milho e fejon pra padjas daninhos nao prujudicar desenvolvimento de cuzas ingran, como milho, bonjim, bongolao(sabe pa fronta), quando pintado no arroz.
Cultura e tocar, cantar e badjar e Djarfoguense precisar de mais tocadores de robeca, viola, cavaquinho e violao. Cantores estar mutos fracos e sabemos que melhor como RAMIRO MENDES, AMADEUS FONTES ( meus primos e amigos que dar bota pra levar Santa Duzela), Timas, Nhonho de Caitana ( bons rapaz), Pepe Bana, homens altarauzao com cavaquinho mutos piquinotes pra ele, Nhonane, homem robequero pa fronta, os Linquim de Talaia e otus que cabeca nao lembrar precisar de ajuda muito de camara, governo e impresario.
Eu estar bedjo, mas gostar muto de obir violino e de bes em quando badjar coladeras ou badjar nos tamboreros quando colar sabe nos mastros de Nho S. Pedro ou S. Antonio. Mas mesmo festa de santo estar ficar pocos. Padres nao promover festa de santos, ficar tudos sentados, fazer nogocios e nao balancar pra judar comunidade fazer festa de Santos.
Presidente de Cambras nao promover grupos de musica, djober rapazes nobos que tocar dretos pra ajudar. Robequeros estar acabar nos Djarfogos de nos. Mais dias nao ter robequeros e jovens nao aprender mais. Eles nao pensar numa escola pra enxinar jovens.
KAKA, eu ja por aquele carta nos correios e quer que tu mandar me aqueles botas que tem proteccao de ferro nos biqueras, pamodes os quemadas estar acabar com meus pes debaxos.
Mininos de Bilas ter que parar com trosa pamodes eu ir Bila e ficar chamar eu de nome e correr tudo pa pilorinhos. Eu ficar mutos nervosos. Eu correr tras de uns, mas eles dar xquivos dimas e nao conseguir pegar nenhum. Os meninos estar mais malcriados nao respeitar mais bedjo. Tambem li nos Freguesia es mesmo coisa. Achar que cultura estar ficar fraco nos Fogos.
Eu vai pamodes cabras estar emberrar com fomes e sedes. Neba estar intopidos nos cabeca montes e ter que ir fasi antes de solcambar.
NOSIORA BOA VIAGEM ACOMPANHAR COM TUDO DJARFOGUENSE E LIBRAR DE PRIGO, AMEM!
Reply NAPOLEAO
10:05 PM on July 10, 2009 
Excelente, Caka! Um golo fora de área , sem hipótese para os guardiões do Fogo.
Vale a pena reflectir, propor, agir e fazer algo que cresça a cultura regional do Fogo.
Bravo!
Reply TAMBARINADURO
09:39 PM on July 10, 2009 
A verdade e que a ilha do Fogo caiu na letargia cultural ha muito tempo. Apos a independencia o novo governo tentou promover, de uma forma retroactivade, os elementos culturais que foram mais oprimidos durante a era colonial. Sendo o batuque, a tabanca e o funana uma das manifestacoes culturais que mais sofreram (julgo!) durante a colonizacao, e como elas eram manifestacoes tipo Africano e como Cabo Verde nessa altura pretendia promover cultura Africana, assim foi, Sao Tiago tornou-se o centro das atencoes. Nessa altura figuras como Code Di Dona, Katchass e grupos como os Tubaroes e Bulimundo comecaram a bulir o mundo Cabo Verdeano. Para o orgulho de todos nos a ilha de Sao Tiago viu o seu apogeu e com ela a promocao e expancao da cultura Cabo Verdeana. Infelizmente para nos, os outros, a promocao e o apoio que Sao Tiago recebeu veio atrofiar, prejudicar e impedir o desenvolvimento das outras ilhas, a ilha do Fogo figurando-se entre as prejudicadas. Felizmente estamos aos poucos acordando da letargia cultural e reinvindicando o nosso espaco de uma forma gradual. As denuncias constantes e figuras tal como Ramiros Mendes, Nho Nani, Amadeu Fontese e outros vao ponto os pontos nos iis...Como Martin Luther King disse '' como individuo talvez eu nao chegue la, mas como povo, um dia chegarei ao cume da montanha''.

Abracos aos Cabe Verdeanos em geral e Fogueros em particular