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FACTOR EMIGRACAO x LIBERTAC??O PSIQUICA E DESENVOLVIMENTO DA COMUNIDADE

Posted by SANTACATARINAFOGO on November 23, 2011 at 4:35 PM

FACTOR EMIGRAÇÃO x LIBERTAÇÃO PSIQUICA E DESENVOLVIMENTO DA COMUNIDADE

23 Nov, 2011

O concelho de Santa Catarina na bela ilha do Fogo, é uma das mais pobres - se não a mais pobre em muitos aspectos - de Cabo Verde.

O més de Novembro é especial para esta freguesia porque todos os anos, celebra se a festa de Nha Santa Catarina, padroeira deste mesmo concelho que tem o culmirar no dia 25 deste mesmo més. Durante vários anos esta quadra festiva deste concelho, tem proporcionado momentos alegres para a sua população que tem visto um grande aumento de visitantes tanto nacional como internacional tudo num intuito cultural e tambem o desejo de conhecer melhor as belas caracteristicas naturais desta freguesia que tem como Vulcão o seu maximo simbolo de interesse.

Segundo muitas estimativas este ano o fluxo de visitantes para esta freguesia ultrapassa de longe os anos anteriores principalmente a dos emigrantes que continuamente estão mais interessados em participarem no desenvolvimento desta promissora freguesia.

Este ano, foram dos EUA um grande numero de emigrantes entre os quais alguns membros do Projecto Santa Catarina Fogo Cabo Verde que, é um grupo ou uma organização ainda não oficial e não partidaria a fim de iniciarem contáctos de base para uma futura associação oficial em Cabo Verde e nos EUA.

A emigração é um dos factores bastante critico e indespensável para a fregueia de Santa Catarina e para Cabo Verde em geral, um exémplo disso, é a outra freguesia irmã de Santa Catarina em São Tiago que, conheceu um bom índece de desenvolvimento principalmente com o apoio dos seus emigrantes.

O fenómeno da emigração da freguesia de Santa Catarina Fogo é mesmo peculiar em muitos aspectos tanto economico, cultural, e político.

A necessidade de sobrevivência ou persiguição política, leva muitas pessoas da comunidade ás outras paragens num intuito de procurar recursos para uma vida melhor e sustentarem a si e a família, adaptando às diversas circunstancias, assimilando a novos costumes num ambiente estranho e modernizado; se tudo correr bem, o emigrante vai se aprendendo paulatinamente e consciencializar se melhor dos seus direitos na sociedade e, ao voltarem ao torrão natal já, podem participar mais e dar sua contribuição a comunidade.

O emigrante nao deve sentir se nunca estranho na sua propria comunidade deve ser tratado de igual para igual em todos os seus direitos cívicos e, estar sempre em conformidade com a lei.

A maioria dos emigrantes criticam o excesso da burocracia que existe em muito serviços públicos no país o que traduz na falta de tempo para o emigrante, causando transtornos e outros aborrecimentos. Cabo Verde é um país de emigrantes, mais da metade da sua população reside no estrangeiro, sem a diáspora tudo, seria muito mais difícil. As autoridades competentes devem eliminar obstáculos burocráticos culturais herdados num passado longínguo que a ninguém benefecia.

Quando uma comunidade não consciente dos seus direitos e de fracos recursos em matérias primas, pode ser mesmo vulnerável ou explorada politicamente por qualquer um partido politico como infelizmente, acontece várias vezes em muitos casos.

As associações comunitárias sem fins lucrativos e politicamente independentes, tem sempre um papel importantíssimo no desenvolvimento sócio económico em qualquer sociedade. Quando uma comunidade é coesa e consciente das suas possibilidades muito pode fazer para mudar o staus-quo das coisas e facilitar mais o progresso para sua população.

Joaquim Fontes
Randolph USA

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