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Caros munícipes
Já que a questão de " Dentro" e de " Fora" se coloca neste preciso momento das autárquicas quero, de forma frontal, ataca-la como parte de solução e não como parte do problema a criar.
Temos três aspcetos a considerar:
1." Dentro e Fora" como uma questão de emigrantes/ "estrangeiros" em relação aos que não são emigrantes/ nacionais;
2. "Dentro e Fora" como uma questão Rural em relação ao Urbano;
3. "Dentro e Fora" como uma questão em relação aos funcionários filhos do município e não filhos do município.
Ao abordar estas questões queremos fundamenta-las de forma a proteger e equilibrar o raciocínio sobre as partes envolventes, esperando sempre reações positivas.
Argumentando a primeira questão como sendo a mais vasta e profunda considero-a de índole institucional ( Câmaras Municipais, Governo, ONG's e Presidência da Republica).
Já ouvi altos governantes a discriminar emigrantes com relação aos nacionais, sobre os atendimentos que devem ser mais agilizados por parte das instituições nacionais ao receberem um emigrante, que, por tempo e afazeres no pais de acolhimento, não tem como esperar, dado ao trabalho e outros cuidados. Ouvi como desculpa o seguinte: Os emigrantes não devem esperar atendimentos especiais, porque os nacionais pagam impostos e eles não..coisa que nem pensava sair da boca de um politico, que tinha algum prestigio nacional.
Quando quis colocar o peso da receita dos emigrantes que na altura da institucionalização do Estado de Cabo Verde e das suas fracas economias pagava os funcionários, etc, etc. esquivou-se na multidão e foi-se embora...
Na segunda questão sabemos que a questão de Fora e/ou mundo rural verso Urbano ganhou novas formas sociais, económicas, etc. ao ser contemplado com redes telefónicas, eletricidade, água canalizada e escolas mais perto da população. Só para elucidar meus caros amigos Manuel Reis e Alberto Nunes que já não teremos a preocupação de deslocar do meu Baluarte ou do Fonte Aleixo e Mãe Joana para tomar aquela cervejinha fresca no Bar Benfica ou telefonar no CTT. Hoje podemos faze-los lá do nosso quarto, talvez ainda na cama a descansar...rsrsr...estamos entendido sobre este aspeto.
Na terceira questão temos o que se chama da invasão dos quadros profissionais de outros Municípios a tomarem conta dos serviços da autarquia e mesmo dos outros da função publica, quando temos quadros desempregados e capazes de tomar conta politica e administrativamente desses serviços.
Este cenário parece ser o mais preocupante, cujo slogan de umas das eleições autárquicas tinha tido esta questão como bandeira de reivindicação.
A candidatura do João Aquileu amado ganhou esmagadoramente, mesmo sendo de "fora" com o voto popular dos munícipes.
De acordo a este resultado não pego nesta questão como pano de fundo, porque o povo votou sem consentimento nesta matéria.
Seria bom que os munícipes vissem com olhos de ver que elegendo filhos de Santa Catarina, imediatamente, está priorizando investimentos e mais afinidade com seus filhos. Mas, como disse antes, coração não fala politica neste caso.
Concluindo, deve-se dizer que precisamos de um filho sim, mas competente e dedicado às causas, capaz de investir e demonstrar os munícipes os resultados, através de "balancetes", obras realizadas e publicação dos dados.
Precisamos de gentes de " fora" desde que invistam seus conhecimentos, através de realizações em obras. Pois, antes de mais, somos cabo-verdianos.
Napoleao Vieira de Andrade
Categories: Napoleao Andrade, Artigos
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