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O FEDERALISMO SERIA UMA FORMA DE GOVERNO IDEAL PARA CABO-VERDE?

Posted by NAPOLEAO on December 12, 2010 at 11:46 AM

A tendência de desarmonia e desequilíbrio no desenvolvimento entre as ilhas são sentidas como manipulação regionalista, coberto de influências maioritárias nos projectos e programas destinados às ilhas que usufruem de sensibilidades que lutam pelo investimento regional dentro de determinados governos. Por isso, Cabo-verde precisa pensar com alguma brevidade sobre a regionalização e/ou desconcentração de poderes por forma a evitar percepção de população prioritária e previlegiadas e outras não, de cidades na ordem do dia e outras não, de ilhas preferidas e outras não.

 

Baseando na dimensão territorial, na divisão geográfica nacional em dois grupos – o de Barlavento e o de Sotavento -, na criação de vários municípios e na peculiaridade cultural, económica e social, deve-se dizer que algumas actualizações constitucionais são precisas para que a autonomia do poder politico regional vincule como estrutura do governo dentro do estado de Cabo-Verde.

 

A tendência de desarmonia e desequilíbrio no desenvolvimento entre as ilhas são sentidas como manipulação regionalista, coberto de influências maioritárias nos projectos e programas destinados às ilhas que usufruem de sensibilidades que lutam pelo investimento regional dentro de determinados governos. Por isso, Cabo-verde precisa pensar com alguma brevidade sobre a regionalização e/ou desconcentração de poderes por forma a evitar percepção de população prioritária e previlegiadas e outras não, de cidades na ordem do dia e outras não, de ilhas preferidas e outras não.

 

Federalismo é uma forma de governo baseado num certo modo de distribuir e exercer o poder politico numa sociedade, sobre um determinado território, que resulta da necessidade de preservar a diversidade de culturas ou constatação das origens diferenciadas (língua, música, tradições económicas, sociais, etc.), necessitando, portanto, de um estatuto que garanta a sua autonomia local.

 

Não é pacífica, na doutrina, a classificação das formas do Estado. A tradicional classificação entre as formas de Estado faz a divisão entre o Estado Unitário e o Estado Federal. O Estado Unitário se caracteriza pela centralização do poder politico-administrativo em único centro de poder produtor de decisões. Já o Estado Federal, por sua vez, é definido como a união de estados ou regiões autónomas previstas na constituição em que estas possuem autonomias e participação politica. Esta forma de Estado pressupõe a consagração de certas normas constitucionais para a sua configuração e para a manutenção da sua indissolubilidade.

Cabo-Verde, como arquipélago, apresentando sempre sua descontinuidade territorial, acaba-se por fazer das ilhas um estado em miniatura e/ou dos Grupos Barlavento e Sotavento, tendo na sua essência seus valores peculiares que não devem ser destruídos pela força da maioria. A cultura não deve ser subjugada pela maioria, mas sim preservada como um valor de um povo/ilha ou região, na perspectiva de que seu valor em conjunto com as restantes ilhas faça crescer o Estado que queremos construir.

 

A tendência de nacionalizar o crioulo de Santiago e a forma como tem sido trabalhado merece cuidado perante a identidade de cada ilha. Alguns investimentos concentrados em algumas ilhas e o abondono de outras chama atenção aos cidadãos atentos sobre o direito que usufrui perante um estado democrático.

A democracia será bem entendida, quando a defesa dos valores culturais, sociais, políticos e económicos não sejam esmagados em favor da maioria, dando possibilidade a autonomia, uma das formas de aproximar a democracia e o poder de decisão mais perto da população, única e responsável pelo seu êxito ou fracasso, sem se perder o sentido da união nacional, elemento fundamental para a grandeza dos nossos valores, uma vez que seremos reconhecidos como cabo-verdianos só quando o valor cultural, económico, politico e geográfico se manifestem como resultado da diversidade na unidade nacional.

Continua...

 

Napoleao Vieira de Andrade

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11 Comments

Reply FERRO
06:16 PM on December 18, 2010 
Como vao voces, compadre Rolho e comadre Bachinha? Espero que azagua deu bum tambem la para os lados de Brandom.
Novidade de Fora e fartura nos homens e animais. Muita feijons berdes, bobras e batatas assados.
Eu ja engordamos 5 kilos e banha estar criar nos bazidjas. Cabra estar parir, burros gordos, galinhas a por obos uns tras de outros e palha a vontade para limarias.
Este es grande novidades de fora.
Federalismo tambem ja chegar fora. Nos futubol, nos basketubol, nos associacaos. Eu nao papiar badio. Eu papiar Fogo e com muito orgulho.
Reply RODJO
10:25 AM on December 18, 2010 
Carambo desse gajo amigo Mateus Goncalves que aceitaste Federacao de Futebol e nao aceita Federacao de Governo caboverdiano. Ele nao odjou que criacoes de tantos camaras es sinal de federalismo?
Carambo amigo. Tomar este abracao dos teus amigos desde Fonte Bila nos pes de Lantcha di Bodona.
Reply Tutu
12:34 PM on December 15, 2010 
A cada comentario, os mpdistas mostram que nao estao disponiveis para qualquer debate em prol do pais. Eles nao se preocupam com os temas propostos e qproveitam qualquer momento para dizer o que lhes esta programado nas mentes- A negacao, o odio, a divisao, a mentira, tudo como instrumento de servico a uma familia.
Djinguilane, os 10 mil dolares nao existem. E uma invencao do tipo das afirmacoes feitas em 1991 sobre o dinheiro dos dirigentes do PAI e sobre as profanacoes religiosas. As pessoas nao acreditam em palavras, mas sim nas pessoas com credibilidades.O MpD precisa ter credibilidades, e para isso tem de corrigir os factos passados. Nisso so acreditam os que tem mentes preparados para tal.
A sugestao desta mentira partiu dos marketeiros brasileiros, aqueles corruptos que estao a ser financiados pelo narcotrafico. Como os brasileiros nao conhecem a realidade caboverdiana, e tem a ideia do que em Africa as pessoas andam penduradas nas arvores, fizeram sugestoes deste tipo, ainda mais, nao sabendo que o MpD em todo o seculo passado, usou esta estrategia, de modo que nos todos estamos avisados. O MpD esta em dividas com essa estrategia, e cada invencao o vem prejudicando mais. Por isso, o velho dispensou um dos tecnicos brasileiros nos principios de Novembro porque, apesar de centenas de contos investidos, os estudos de opiniao vao indicando resultados negativos estagnados ou a piorar. O MpD tem feito os trabalhos de casa do PAICV.
Essas eleicoes tem um sabor especial no Fogo porque alem de ser uma luta entre o futuro e o passado, ela e uma luta entre os foguenses e Carlos Veiga para determinar definitivamente quem e pedra e quem e garrafa, quem e pai e que e fidjo de fora.
Nos do Fogo sempre ganhamos!
Reply Zelito
08:50 PM on December 14, 2010 
Alguns passos conseguidos na divisão territorial que demonstra o avanço para uma Regionalização ou Federalismo em Cabo- Verde estão claro com a criação de várias câmaras municipais.
Quando se pensou em aumentar números de Municípios ou Câmaras Municipais no pais algumas pessoas precipitaram e caíram no ridículo de falar muita baboseira sobre a inviabilidade da descentralização do poder da Praia, S. Filipe, Assomada, Mindelo e Ribeira Grande.
Com criação das câmaras municipais a população os serviços chegaram mais pertos da população, a saúde, educação, registo civil, enfim... Acredito que a ideia de federalismo vai ganhar forma com uma regionalização bem estruturada.
Cabo verde vai ganhar com isso e o povo vai sentir-se mais bem identificado com sua ilha ou região.
Cabo Verde vai ficar mais unida e respeitada com autonomia que cada região terá para tratar sua cooperação a determinado nível, obedecendo a linha do governo federal que vai zelar pela distribuição do bolo de forma igual.
Federar a nação não significa dividir o povo, mas sim unir o povo na diversidade, com respeito as particularidades culturais, sem regionalismo selvagem que tenta impor e destruir outras variantes culturais.
Acho que Napoleão Andrade tem razão ao colocar este assunto como reflexão
Reply Djinguilane
06:08 AM on December 14, 2010 
Caro Tútú, bu ca dano resposta de quel 10 mil dolares qui José Maria Neves dá Maria José na Merca, é uma vergonha a bó Tútú bu precisa dés dinhero cu cabo mau qui stá lá pá Merca el tá fazeba bó bom jeito. Falta 51 dias pá Cabo Verde tumá rumo certo cu Dr Carlos Veiga, a li na Fogo nés dez anos de PAIGC/CV é uma vergonha nada és cá tá inaugurá, Pachencha. Agó un tá pergunta Napoleão, Dr Azagua, Zuquinha, Montrond, Manel Vega e otros studantes di criolo si nha criolo foi ou não bem scrito. Obrigado. Un tá sperá risposta. Boas festas pa nós tudo.
Reply Mateus Goncalves
10:49 AM on December 13, 2010 
Sonhar e bom.Cabo Verde, para ser Pais federalista, sera necessario recursos naturais, riquezas de subsolo, industrias nas diferentes areas, infraestruturas de alto gabarito, como o exemplo da Alemanha, do Brasil, dos USA,etc.
Se por acaso, conseguirmos provar que temos petroleo, ai sim, podemos pensar nesta ideolologia federalista.O suporte economico de um Estado, esta na base de decisoes de visao global de desenvolvimento .

" There was a Country,
they called him mad,
the more he gave,
the more he had.

Economicamente.

A Arba e o Napoleao pensam, que so com a ajuda externa podemos ser um Pais federalista????

Mateus Soares Mendes goncalves
Reply Francisco Mendes
09:54 AM on December 13, 2010 
Parabens por mais estas importantes reflexões. Continue! ABC
Reply Tutu
08:55 AM on December 13, 2010 
E muito bem vindo um artigo como este. Sempre e importante tazer temas que tem a ver com o desenvolvimento do nosso pais. Como esta sugerindo o Napoleao e como disse o Mateus, sera necessario um debate forte sobre o tema. Mas sera que o MpD, principalmente do Fogo, estara em condicoes de entar neste debate? E que o que mais lhes interessa sao as intrigas e politiquices, ainda em pleno seculo XX. Ha 20 anos falavam de milhoes de contos depositados em bancos estrangeiros por dirigentes do PAICV. A tatica continua a mesma, com o unico objectivo de facilitar as negociatas da familia Veiga com os bens do povo de Cabo Verde. Podem dizer o que quizerem, mas enquanto nao provarem as acusacoes do seculo passado, somos obrigados a nao acreditar. So o inocente e enganado da mesma forma por duas vezes. Quanto custou o dinheiro para fomentar o empresariado juvenil em cabo Verde na decada de 90 que apenas serviu ao filho de Carlos Veiga para investir nos Ferro e Gaita? Quanto custou a liberalizacao do acucar na decada de 90, que foi entregue ao tio de carlos veiga? Quanto custou o negocio do cimento que foi entregue ao tio de carlos veiga? O que vai custar ao povo a ganancia dos donos do MpD?
Reply Djinguilane
05:30 AM on December 13, 2010 
O mais importante é que a Ilha do Fogo vai aliviar-se com a retirada mansinha de Eugénio Veiga, esse casmurro tinha dito que ele era a cabeça de lista para o Fogo mas o Senhor e José Maria Neves avançou com Julio Correia e segundas informações é a forma encontrada para correr com o dito cujo da Ilha que tem muito atrazo com esse senhor. Ainda corre uma noticia muito feia e desonesta por parte do sr primeiro ministro de Cabo Verde que apoiou com 10 mil dollares a ex- deputada Maria José teixeira que estuda na América por ser uma miga especial, agora perguntamos os outros que labutam na fábrica e que estudam com grandes dificuldades também não tem apoio, dois pesos, duas medidas, mesti muda, Quanto ao tema do amigo Napoleão é pertinente e Napoleão deu uma grande força para a regionalização muito discutida em Cabo Verde. Um exemplo, porquê que a Ilha do Fogo com todas as suas potencialidades está ainda atrasada em relação às outras ilhas? Mesti muda.
Reply ARBA
04:54 PM on December 12, 2010 
Caro amigo.
Federar uma nação não significa dividi-la, tornar cada estado/ilha ou região independente e, com rivalidades politicas, económicas, culturais e sociais.
Federação é a forma do governo que facilita autonomia na diversidade, por forma a criar mecanismos que permitam maior desenvolvimento local/regional ou estatal.
A concentração dos oragos de poder na Praia e fazer Praia como cidade e capital de Santiago e não de Cabo - Verde pode trazer transtornos grandes para as restantes ilhas ou região.
Temos que ter um GOVERNO FEDERAL que defende todo Cabo -Verde e não um GOVERNO CENTRAL que defende centralismo da Praia.
Com federalismo haverá mais liberdades das regiões ou ilhas em fazer suas cooperações diplomáticas, estabelecer vários acordos e encontrar parcerias estratégicas de desenvolvimento desse Cabo - Verde.
Vai haver mais competição saudável e o governo federal vai ter mais possibilidade de coordenar e equilibrar o desenvolvimento.
O Senhor Napoleão levantou uma questão importante e estou de acordo que seja discutida.
Força camaradas!
Reply Mateus Goncalves
03:41 PM on December 12, 2010 
Pessoalmente penso que o Federalismo, nao seria uma forma de governo ideal para Cabo Verde.
Ora, vejamos que um tal governo federal, em teoria podera tomar varias formas, de um ponto de vista economico nao teremos capacidade de o suportar.O Federalismo expoe em varias escalas
de divisao do poder.
A nivel de Cabo Verde, tera que ser defenido pelo parlamento, pelo voto popular, pelas autoridades
competentes e atraves de um estudo previo, devidamente idealisado.A complexidade, de um tal
governo federal, e susceptivel de trazer uma confusao, gastos excessivos e a corrupcao.
Considero que a criacao do governo federal, tera que ser promovido, e so e possivel com o
acordo do povo das diferentes Ilhas do Arquipelago.Ha que consultar os Ilustres juristas nacionais, sobre esta materia, nas diferentes logicas horizontais e verticais.
Como projecto de sociedade, diria que desejaria ideias novas e propostas novas para oxigenar
o nosso meio politico caboverdiano.
Quanto a tendencia de regionalizacao do criolo de Santiago, podera ser enquadrado a parte, por
merecer uma importancia de todos Nos.Numa outra ocasiao........
Mateus Soares Mendes Goncalves