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O conceito de desenvolvimento é tão vasto e profundo, que, as vezes, pode-se incorrer ao erro de emprega-lo, sem nenhuma análise comparativa e/ou de relatividade.
Ninguém questionou que o Fogo não está a desenvover. Os Foguenses em geral e a Região Sul do Pais, neste caso concreto, Fogo e Brava, questionam o RITMO DE DESENVOLVIMENTO nesta região. Sabemos que o Fogo e Brava tem um ritmo de desenvolvimento altamente lento, comparado com as ilhas do Norte. Neste caso, o deputado Alberto Alves não pode desconhecer este factor para, num discurso e coberto com a capa de deputado, passar uma desinformação relativamente a esta questão.
Todos estamos de acordo que existe um desequilíbrio grande entre a Regiao Norte e Sul do Pais, face ao investimento infra-estrutural.
Ex: Existem 3 aeroportos internacionais, portos em melhores estados, Liceus, Institutos de Formação Profissional, Hospitais, mais e mais.
Para facilitar o leitor alguma analise, ai vai em parte o texto do deputado Alberto Alves. “Este parlamentar, que falava à Inforpress no término de uma visita de duas semanas àquela ilha, considerou que o volume de obras em curso neste momento, entre elas a remodelação do mercado municipal de São Filipe, circular do Fogo, estrada Salto/Chã de Caldeiras, arruamentos em várias localidades, modernização do porto, bem como as obras no âmbito do Millenium Challenge Account (MCA) nos Mosteiros, demonstra que a ilha do Fogo está em pleno crescimento e desenvolvimento.
“Há outras esperanças e dinâmica e não há tanta preocupação com coisas que estão resolvidas”, disse Alberto Alves, para quem na presente conjuntura há que analisar o Fogo numa outra lógica que não a de pessimismo, passando a imagem de que tudo está parado, sem desenvolver ou que o governo não tem dado atenção a ilha”.
Como se pode verificar falou-se de “Tchapa-tchapa” de remodelação e de ajustes de obras e não de obras de fundo, excepto da estrada “ meia lua”.
Este discurso masoquista de querer travar os foguenses a reivindicar seus direitos deve sair de cabeça de pessoas que só servem da votação dos foguenses para atingir seus objectivos e depois lança-los no mar de amargura.
S. Antão é uma referência grande para demonstrar os investimentos com relação ao Fogo que sempre ocupava lugares de destaques frente à esta ilha.
Mas não. Alguns políticos da ilha do Fogo tem matado o orgulho da ilha e “masoquistamente” querem consolar os foguenses com migalhas.
PAICV é, e continua, solução no Fogo e em Cabo-verde, mas precisa pensar no equilíbrio Regional Norte e Sul.
Temos esperança que Novos Tempos e Novas Respostas são palavras vivas e que vão materializar novos desafios na Ilha do Fogo.
Sem complexo, sem medo, unidos/ juntos venceremos as novas batalhas.
Napoleão Vieira Andrade
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