Manduco

Ilha do Fogo: Cultura, Gentes e Vivencias

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"De Cor"?

Posted by Fonseca da Silva on June 16, 2010 at 8:21 AM Comments comments (1)

"Preto", "negro" e etc.... permanece tudo numa boa;

Com "africano", pela minha origem, persistirei ufano...

Contudo, "de cor" irrita-me, põe-me atroz e insano,

Porque nada mais é que um cuidar literalmente à toa.


 

Esse atributo, que, tão somente, a ignorância me soa,

Não me inferioriza nem me causa o mais pequeno dano;

De longe não me atinge, pois neste assunto sou veterano...

Mas não me ...

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P?r-do-sol visto do Fogo

Posted by Fonseca da Silva on May 25, 2010 at 7:48 AM Comments comments (2)

É simplesmente lindo o pôr-do-sol nas ilhas, onde, na linha do horizonte, a ardente bola de fogo se vai fazendo pouco até desaparecer por completo, dando lugar à típica noite calma, para as longas horas de descanso bem desejado e merecido do povo, após um dia inteiro de trabalho árduo.


Usando de certa prosopopeia, pode-se dizer que o sol nasce no Fogo e morre na Brava. Até nisto as duas ilhas são indissociáveis, partilhando d...

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Cabo Verde

Posted by Fonseca da Silva on May 24, 2010 at 10:33 PM Comments comments (0)

Cabo Verde é nome que te chamou

Outra etnia de longe que expandiu,

Num barco antigo que no mar surgiu

E longínqua colónia visionou...


 

Com pesada função se te ocupou!

O mal do cativeiro te encobriu…

Por séculos sobre ti pois se viu

A tortura que teu povo humilhou.


 

De branco e negro, por esta mistura,

Originou ele assim desta incerteza

De ganhar futu...

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Pensar a Vida

Posted by Fonseca da Silva on May 21, 2010 at 6:56 AM Comments comments (1)

Quando a vida está para oferecer coisas boas, ela não mede quantidades, nem tamanhos… vai oferecendo. Mas quando ela resolve tirar de nós coisas que nos interessam e que amamos, ela fá-lo sem piedade, faz o saque e continua a andar como se nada tivesse acontecido. Ora, não sei por que estou a escrever isto, porém, sentei-me cá e comecei esta escrita. Não tenho muito a dizer e nem o tema me parece desconhecido, contudo não sei bem que escrever...

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O Poeta

Posted by Fonseca da Silva on May 20, 2010 at 2:57 PM Comments comments (1)

Eis o poeta que chora sua dor com amargura!

O poeta que sofre, carpe e verseja;

Poeta que se derrete e morre por quem deseja;

Eis o poeta que canta sua dor com doçura!


Carpe-lhe o peito de desventura,

Mas entrega-se ao sacrifício, qual seja!

Platónico é e paradoxalmente almeja

Devotar seu âmago à noite escura.


De um modo sóbrio expõe sua alma:

Com...

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Saudades do Fogo

Posted by Fonseca da Silva on May 17, 2010 at 7:43 AM Comments comments (5)

Ainda em Portugal, nos estudos, batiam sempre às inúmeras e imensas portas da minha alma, aquela melancolia fria e aquele desejo avassalador de pisar Djarfogo, de ouvir suas vozes, de saudar a sua gente, de brincar com suas crianças, de ouvir as suas histórias, enfim... E eis que, pensando nisso tudo e contemplando a paisagem que me rodeava, saiu-me, fluentemente e sem grande reflexão, esta escrita que agora par...

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Viva Cabo Verde

Posted by Fonseca da Silva on May 14, 2010 at 10:15 AM Comments comments (1)

Lá longe, no além-mar, num cantinho de África espalhadas,

As ilhas hesperitanas conquistam o seu lugar no mundo;

Em cada bela ilha, cada filho tem um orgulho profundo

E, no conjunto, são todas, sem excepção, igualmente amadas.


 

Com aquele arquipélago (onde nunca se viram serras nevadas

E em que não correm rios, nem sequer por um só segundo,

Mas onde todos os dias se vê o mar e sonha-s...

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Sou um Pouco de Tudo

Posted by Fonseca da Silva on May 13, 2010 at 10:30 AM Comments comments (5)

Sou as lavas do imponente vulcão;

Sou os pés de café lá das encostas;

Sou o verde efémero que cobre as rochas;

Sou o diversificado fruto das azáguas;

Sou a fé do pescador e do lenhador;

Sou a esperança incondicional do agricultor;

Sou os grãos de areia das praias negras;

Sou a simpatia do povo acolhedor;

Sou a voz do poeta que para criar,

Basta-lhe saber observar e descrever;

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Fogo a Apresentar-se

Posted by Fonseca da Silva on May 13, 2010 at 10:12 AM Comments comments (3)

É neste tom negro, verde dum lado, árido doutro,

que me mostro a quem me observa das alturas,

com este perfil afunilado e as mil e uma fissuras,

pois, visto assim dos ares, nunca tive outro rosto.


 

Pareço explosivo, mas não sou nenhum monstro!

Albergo uma gente afável, oriunda de mil culturas;

jacente em mim, um vulcão ergue-se nas alturas

e confere-me, além de estilo lapidar, egrégio pos...

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